- Governo português afirma não haver indicação de cidadãos portugueses afetados pelos ataques aéreos dos Estados Unidos na Venezuela.
- Ataques ocorreram em Caracas e o paradeiro de Nicolás Maduro permanece incerto.
- Embaixada de Portugal em Caracas e consulados-gerais em Caracas e Valência apelam à comunidade para se manter “tranquila e em casa”.
- Canais de contacto de urgência foram disponibilizados (telefones, email ou WhatsApp) para situações comprovadamente urgentes.
- Cerca de 220 mil pessoas estavam registadas nos serviços consulares na Venezuela em novembro, estimando-se que a diáspora lusodescendente seja ainda maior.
O governo de Portugal afirma que não há indicações de que cidadãos portugueses tenham sido afetados pelos ataques aéreos realizados pelos EUA na Venezuela. A informação foi disponibilizada à Lusa por fonte oficial.
Fontes da embaixada portuguesa em Caracas e dos conselhos-gerais em Caracas e Valência destacam que a comunidade deve manter-se tranquila e em casa. Foram ativados canais de contacto para situações de urgência, incluindo telefone, email e WhatsApp.
A embaixada reforça que estes contactos destinam-se apenas a situações de comprovada urgência e recomenda que os portugueses na Venezuela mantenham os dados de contacto atualizados para facilitar comunicação com os serviços consulares.
Contexto
Cerca de 220 mil pessoas estavam registadas nos serviços consulares na Venezuela em novembro, sem incluir lusodescendentes, pelo que a comunidade total é estimada bem superior. A Venezuela tem uma das maiores diásporas portuguesas, atrás apenas do Brasil na região.
O presidente norte-americano anunciou um ataque em grande escala com o objetivo de capturar Nicolás Maduro, que foi afastado do país por meios não esclarecidos. O governo de Caracas qualificou o ataque como uma agressão militar grave e decretou estado de exceção.
Situação em Caracas
Pelo menos parte das explosões ocorreu na capital, Caracas, e o paradeiro de Nicolás Maduro permanece incerto. As autoridades venezuelanas comunicaram a expulsão de forças estrangeiras, reforçando a postura de defesa nacional.
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