- Henrique Gouveia e Melo afirma que o Governo não tem coragem política para regulamentar a morte medicamente assistida, e que o atraso pode ser encarado como um veto de gaveta.
- Diz que o elevado investimento na defesa é uma oportunidade para privilegiar a indústria nacional, desde que exista um plano claro.
- Mostra incómodo com a possível canalização de 5,8 mil milhões de euros para o setor da defesa sem concurso público.
- Em entrevista ao PÚBLICO, o candidato às presidenciais rejeita as reparações aos países colonizados propostas por Marcelo Rebelo de Sousa.
- Alega que é necessário planeamento para assegurar benefícios à indústria nacional no investimento em defesa.
O ex-chefe da Marinha, Henrique Gouveia e Melo, questiona a governação atual ao admitir dúvidas sobre o financiamento da defesa. Em entrevista ao PÚBLICO, afirma que o Governo precisa de coragem para regulamentar a morte medicamente assistida.
Gouveia e Melo diz que é necessário delinear um plano para o avultado investimento que será feito na defesa. O objetivo é que o aumento de recursos também beneficie a indústria nacional, sem comprometer regras de transparência e competitividade.
O militar expressa desconforto com a possível canalização de 5,8 mil milhões de euros para o sector da defesa sem concurso público. Alega que esse cenário exige uma avaliação rigorosa das regras de contratação e de benefício público.
Segundo o ex-comandante, a governação deve encarar o investimento como oportunidade, mas com critérios claros que previnam decisões precipitadas. A importância de um plano estratégico é apresentada como crucial para evitar margens de manobra políticas.
Sobre questões constitucionais, Gouveia e Melo recusa apoiar a ideia de reparações históricas a países colonizados defendida por Marcelo Rebelo de Sousa. A posição é apresentada como firme, destacando que não há reparações históricas.
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