- O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, discutiu com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita, Faisal bin Farhan Al Saud, as tensões no Iémen.
- Os separatistas iemenitas do sul rejeitaram o apelo para se retirar, dizendo que não abandonam a terra e que permanecerão em posição defensiva.
- O porta-voz do Conselho de Transição do Sul afirmou que as forças de segurança da Arábia Saudita tinham cerca de vinte mil efetivos alongando-se pela fronteira próximo das posições do STC.
- A coligação liderada pela Arábia Saudita informou ter atacado um carregamento de armas alegadamente destinado aos separatistas no porto de Al-Mukalla; a Arábia Saudita acusou também os Emirados Árabes Unidos de agirem de forma perigosa.
- O Governo dos Emirados Árabes Unidos anunciou a retirada das suas forças no Iémen, em resposta a pressões e desenvolvimentos recentes na região.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, discutiu hoje com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita, Faisal bin Farhan Al Saud, as tensões no Iémen. A conversa ocorreu após o ataque saudita a um carregamento de armas alegadamente destinado a separatistas no sul do país e na sequência da retirada de tropas dos Emirados Árabes Unidos (EAU).
O porta-voz do Conselho de Transição do Sul (STC) afirmou que o movimento separatista não pretende retirar-se, alegando que é irracional abandonar a terra que controlam. Afirmou ainda que a posição é defensiva e que movimentos contra as suas forças serão respondidos.
Anwar al-Tamimi indicou que a Arábia Saudita já mobilizou cerca de 20 000 efetivos das forças de segurança ao longo da fronteira, perto de posições do STC, destacando a escalada como uma ameaça regional.
Nas últimas semanas, os separatistas sulistas ganharam terreno durante uma ofensiva relâmpago, o que colocou a Arábia Saudita, principal apoio do governo reconhecido pela comunidade internacional, numa posição delicada.
A coligação liderada pela Arábia Saudita alegou ter atacado um carregamento de armas dirigido aos separatistas no porto de Al-Mukalla, capital da Hadramawt. Riade descreveu a operação como uma resposta a uma ameaça à segurança nacional. O Ciadua ou EAU negaram ter enviado armas, embora tenham reconhecido ter enviado veículos para uso das forças no terreno, com conhecimento prévio de Riade.
Em resposta ao ultimato saudita e ao governo iemenita reconhecido, os Emirados anunciaram a retirada das suas forças do Iémen, sem indicar data. O anúncio foi feito pelo Ministério da Defesa dos EAU, que citou a necessidade de proteger a segurança dos seus membros e coordenação com autoridades competentes.
Entre tensões regionais acentuadas, o episódio representa o confronto mais direto entre Riade e Abu Dhabi nas últimas décadas, num país arruinado pela guerra desde 2014. O Iémen continua dividido entre o STC no sul e os Huthis no norte, complicando a paz e a estabilização regional.
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