- Os Emirados Árabes Unidos anunciaram a retirada total das forças do Iémen, após ultimato da Arábia Saudita e do Governo iemenita reconhecido internacionalmente.
- O Ministério da Defesa dos EAU indicou a saída das últimas equipas antiterroristas por iniciativa própria, sem revelar a data exata.
- A coligação liderada pela Arábia Saudita alegou ter atacado um carregamento de armas supostamente destinado aos separatistas do sul, no porto de Al-Mukalla.
- O Conselho de Transição do Sul reagiu ao ultimato e afirmou apoio à presença dos Emirados Árabes Unidos no Iémen.
- O anúncio aumenta o risco de abrir uma nova frente na guerra iemenita, que já dura há mais de uma década e agrava a crise humanitária no país.
Os Emirados Árabes Unidos anunciaram a retirada total das suas forças no Iémen, após um ultimato da Arábia Saudita e do Governo iemenita reconhecido internacionalmente. O comunicado foi divulgado pelo Ministério da Defesa dos EAU.
O texto indica a saída das restantes equipas antiterroristas, por iniciativa própria, para garantir a segurança dos membros e em coordenação com as autoridades competentes. Não há data definida para a retirada.
A coligação liderada pela Arábia Saudita acusou os EAU de agirem de forma extremamente perigosa, justificando ataques a interesses de separatistas apoiados por Abu Dhabi. Os EAU negam envio de armas, mas confirmam envio de veículos.
A ofensiva saudita focalizou um carregamento de armas alegadamente destinado aos separatistas do sul, no porto de Al-Mukalla, capital da Hadramawt, tomada recentemente pelo Conselho de Transição do Sul.
O Conselho de Transição do Sul reagiu ao ultimato, declarando apoiar a presença dos Emirados Árabes Unidos no Iémen. Um novo choque entre as duas cidades-estado da península põe em risco a continuidade do conflito.
O Iémen mantém-se com duas estruturas rivais no poder: o Conselho de Liderança Principal no norte e o Conselho Político Supremo no sul, ambos sob influência de intervenientes regionais. A guerra já causou mais de 150 mil mortes.
O país enfrenta a maior crise humanitária do mundo árabe, com o território repartido e risco de desintegração. O Iémen continua sem uma solução política clara e com a violência a reaparecer, após meses de tensões.
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