- O presidente do Conselho Europeu, António Costa, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, saudaram a “boa discussão” dos líderes da UE sobre apoio à paz e reconstrução da Ucrânia, numa videoconferência.
- Costa agradeceu a realização de uma reunião de coordenação entre líderes para avaliar os últimos desenvolvimentos nas negociações de paz na Ucrânia, destacando a vontade de avançar para uma paz justa e sustentável.
- Von der Leyen afirmou que houve uma boa discussão entre os líderes europeus sobre o apoio à Ucrânia, à sua segurança e à reconstrução do país, considerando que a adesão à UE beneficia toda a Europa.
- A reunião insere-se num novo ciclo de diplomacia desde novembro, com conversas entre Zelensky, Kiev e o enviado dos Estados Unidos, Steve Witkoff, após contactos entre os chefes de Estado.
- A proposta de cessar-fogo em negociação prevê o congelamento das linhas da frente nas posições atuais, sem resolução imediata das reivindicações territoriais da Rússia, que controla cerca de vinte por cento da Ucrânia, e abandona a retirada de Donbass e a obrigação de não adesão da Ucrânia à NATO.
Ontem, António Costa e Ursula von der Leyen elogiaram a boa discussão entre líderes da União Europeia sobre o apoio à paz e à reconstrução da Ucrânia. A videoconferência ocorreu na manhã de hoje e reuniu os chefes de Estado e de governo dos Estados-Membros.
Costa destacou a coordenação entre os países para acompanhar os desenvolvimentos nas negociações de paz na Ucrânia, enquanto a presidente da Comissão salientou a relevância da adesão europeia para a segurança e prosperidade de toda a região.
Von der Leyen sublinhou que a adesão à UE beneficia não só os novos membros, mas toda a Europa, reforçando a segurança coletiva. A reunião ocorreu num contexto de diplomacia intensiva desde novembro.
Proposta de cessar-fogo mediada pelos EUA
Um cessar-fogo está a ser negociado com as partes, sob mediação dos Estados Unidos. O objetivo é congelar as linhas à frente nas posições atuais, sem solucionar, de imediato, as reivindicações territoriais da Rússia.
O documento em discussão já sofreu alterações relevantes, incluindo o abandono da exigência de retirada das tropas ucranianas de Donbass. Mantém, porém, o controlo de zonas onde o Moscovo atua há anos.
Além disso, o texto elimina a obrigação vinculativa para a Ucrânia de não aderir à NATO, conforme as últimas versões discutidas entre as partes e os mediadores.
Zelensky afirmou que os ucranianos não podem abandonar territórios orientais atualmente sob controlo russo, mantendo a firmeza sobre a integridade territorial do país. O desenrolar das negociações continua a depender de várias fontes diplomáticas e mediadores.
Entre na conversa da comunidade