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China condena venda recorde de armas dos EUA a Taiwan

China condena venda recorde de armamento dos Estados Unidos a Taiwan, com dois dias de exercícios que elevam as tensões regionais

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China condena venda recorde de armas dos EUA a Taiwan
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  • Venda de armamento dos EUA a Taiwan, avaliada em mais de 11 mil milhões de dólares, a maior já feita, incluindo mísseis, drones, sistemas de artilharia e software militar.
  • China iniciou dois dias de exercícios militares em volta de Taiwan em resposta à venda e às provocações consideradas pelas autoridades chinesas.
  • O ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, condena as forças pró-independência em Taiwan e critica a liderança japonesa, durante um evento diplomático em Pequim.
  • Pequim reafirma o objetivo de reunificação com Taiwan e alerta para o ressurgimento do militarismo japonês, em contexto de tensões regionais.
  • Wang Yi aborda também a situação em Gaza e a mediação regional, destacando o papel da China como facilitador de acordos internacionais, incluindo questões entre Rússia e Ucrânia.

A China condenou hoje a venda recorde de armamento dos EUA a Taiwan, anunciada no contexto de tensões com Pequim. Soldos à força de defesa taiwanesa acompanham exercícios chineses ao redor da ilha, já na segunda jornada.

O ministério dos Negócios Estrangeiros chinês emitiu críticas à “forças pró-independência” em Taiwan e à liderança japonesa, durante um balanço diplomático em Pequim. Wang Yi reforçou a determinação de reunificação com Taiwan.

O pacote indeferido pelos chineses, valuado em mais de 11 mil milhões de dólares, é a maior venda norte-americana à ilha até hoje. Inclui mísseis, drones, artilharia e software militar, de acordo com o governo dos EUA.

Em resposta, a China iniciou dois dias de exercícios militares em torno de Taiwan, sinalizando preocupação com a evolução da conjuntura regional. Pequim também mencionou o papel de Japão e a postura de Tóquio.

Wang Yi criticou ainda o Japão, apontando violações históricas e a suposta agressão contra a China, destacando a necessidade de vigilância diante o que classificou como ressurgimento do militarismo japonês.

Paralelamente, o responsável chinês comentou a crise na Faixa de Gaza, elogiando esforços para um cessar-fogo e defendendo maior justiça para a causa palestiniana, sem reduzir o apoio à solução de dois Estados.

No âmbito regional, a diplomacia chinesa indicou que busca facilitar um acordo entre Rússia e Ucrânia, mantendo posição de mediação. O país tem demonstrado interesse crescente em papel de mediador na Ásia.

As declarações de Wang Yi destacam a estratégia de Pequim de reduzir o apoio internacional a Taiwan e de reforçar a narrativa de que a ilha está sob pressão de forças independentes e de potências externas.

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