- Os Estados Unidos prometeram dois mil milhões de dólares para a ajuda humanitária da ONU, menos do que o financiamento tradicional do país.
- O valor é uma fração do que os EUA contribuiram no passado, mas é apresentado como suficiente para manter o estatuto de maior doador.
- O financiamento tradicional da ONU para programas apoiados pela organização atingiu 17 mil milhões de dólares anuais nos últimos anos.
- A promessa cria um fundo para distribuir o dinheiro por agências e prioridades específicas, alinhando-se com exigências de reformas da ONU.
- O acordo com o Gabinete da Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) visa consolidar a liderança e redirecionar fundos para crises específicas, com 17 estados inicialmente abrangidos; Afeganistão não está incluído.
Os Estados Unidos prometeram hoje 2 mil milhões de dólares para a ajuda humanitária da ONU, equivalentes a 1,7 mil milhões de euros. O montante é significativamente menor do que o financiamento tradicional norte-americano.
O valor anunciado representa uma fração do que os EUA já contribuíram no passado. A administração considera, no entanto, que continua a ser uma quantia generosa que assegura o estatuto do país como maior donatário humanitário do mundo.
De acordo com dados da ONU, o financiamento humano tradicional para programas apoiados pela ONU ascendeu a 17 mil milhões de dólares por ano nos últimos tempos. Entre oito e dez mil milhões correspondem a contribuições voluntárias.
A medida cria um fundo a partir do qual o dinheiro será distribuído por agências e prioridades específicas, alinhando-se com as exigências de reformas da ONU defendidas pelos EUA.
Críticas apontam que os cortes de financiamento teriam deixado milhões sem ajuda, aumentando fome, deslocamentos e doenças. O impacto tem sido observado por várias organizações de ajuda.
A reestruturação, que começou a ganhar forma ao longo de um ano, também envolve a assinatura de acordo preliminar com o OCHA, dirigido por Tom Fletcher, ex-diplomata britânico.
Novo canal de distribuição
A ideia é que o OCHA funcione como canal central para a ajuda dos EUA e de outros países, permitindo redirecionar fundos para agências específicas em vez de pedidos dispersos.
Segundo um alto funcionário do Departamento de Estado, a reforma procura uma liderança mais consolidada nos sistemas de distribuição da ONU. A meta é maior eficiência com menos dinheiro público.
O embaixador dos EUA na ONU, Michael Waltz, descreveu o esforço como uma tentativa de oferecer assistência mais focada e orientada para resultados, em linha com a política externa do país.
Inicialmente, 17 estados são abrangidos pela iniciativa, incluindo Bangladesh, República Democrática do Congo, Haiti, Síria e Ucrânia. O Afeganistão e a Palestina ficam fora, com cobertura prevista por fundos distintos.
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