- O regime de lobby foi aprovado em votação final no parlamento com ampla maioria, tendo apenas o PCP na oposição.
- Contou com o apoio de PSD, Chega, PS, Iniciativa Liberal (IL), Livre, PAN e JPP, conforme as propostas apresentadas por PSD, Chega, PS, IL, CDS e PAN.
- O texto prevê a criação de um registo de transparência para a atividade de representação de interesses, um código de conduta e um mecanismo para acompanhar a pegada legislativa dos diplomas.
- Foi acordada uma revisão do diploma dentro de um a dois anos, para ajustar o regime conforme a experiência inicial de aplicação.
- O PCP rejeita a medida, argumentando que legaliza o tráfico de influências; CDS e outros elogiam o progresso alcançado.
O novo regime que regula a atividade de lobby foi aprovado hoje no parlamento, em votação final com ampla maioria. O PCP foi a única força na oposição. O texto final, resultante de substituições entre diplomas, acompanha um registo de transparência, um código de conduta e um mecanismo de seguir a pegada legislativa.
A iniciativa partiu de propostas apresentadas pelo PSD, Chega, PS, IL, CDS e PAN e visa regular a representação de interesses junto de entidades públicas. O registo de transparência, o código de conduta e a monitorização da legislação pretendem aumentar a visibilidade dessa atividade.
O antes e depois do diploma envolve acordos entre PSD, PS, CDS e Chega, que manifestaram satisfação com o progresso para regulamentar a atividade até ao fim do ano. O objetivo é avançar com a discussão prática da aplicação ainda nesta legislatura.
O PCP expressou forte oposição ao regime, acusando-o de legalizar o tráfico de influências e de desviar o foco do combate à corrupção. Questionou quem terá competência de administrar e fiscalizar o novo registo e recusou a legitimidade do modelo.
Pelo lado do CDS, o líder parlamentar Paulo Núncio destacou que o partido foi o precursor da iniciativa, em 2016, e criticou a espera prolongada do processo. Também sublinhou o valor de regular o lobbying, considerando o registo um avanço, apesar das objecções apresentadas pelo PCP.
Reações e perspetivas
Perante a aprovação, houve elogios de várias bancadas, que destacaram a importância de regras claras para transparência na atuação de entidades privadas junto do setor público. A legislatura já prevê uma fase de revisão do diploma dentro de um a dois anos, para ajustar a aplicação prática.
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