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Isabel dos Santos afirma que governo angolano pediu retirada da guarda dos filhos

Isabel dos Santos denuncia perseguição política em Angola, com pedido de retirada de guarda dos filhos e contas bloqueadas; caso segue para julgamento com crimes remanescentes

Isabel dos Santos, FOTO: Direitos Reservados
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  • Isabel dos Santos afirmou à Rádio Essencial que tem sido vítima de perseguição política pelo Estado angolano, incluindo um pedido para lhe retirar a guarda dos filhos e o bloqueio de contas, impedindo-a de viajar.
  • Em entrevista, disse que Angola não é hoje um lugar seguro para si e que poderá esperar e lutar contra as injustiças, mantendo o objetivo de voltar para contribuir para o crescimento económico do país.
  • O Tribunal Supremo deixou cair quatro crimes no processo relacionado com a gestão da Sonangol entre 2016 e 2017, incluindo associação criminosa, abuso de poder, falsificação de documentos e fraude fiscal simples.
  • O processo continua com sete crimes ainda em curso, entre eles peculato, burla qualificada, participação económica em negócio, tráfico de influência, fraude fiscal qualificada e dois crimes de branqueamento de capitais; há recurso pendente.
  • A empresária aponta ainda a possível influência do timing político, referindo o Congresso do MPLA em 2026 e as eleições de 2027, e acusa a justiça de se deixar orientar por agenda política, sem ouvir as provas apresentadas.

A empresária angolana Isabel dos Santos acusa o Estado de perseguição política, afirmando que houve pedido para retirar a guarda dos seus filhos. Em entrevista à Rádio Essencial, revela não se sentir segura em Angola e aponta para influências políticas num possível atraso no seu caso. A defendê-la, diz que o país precisa manter-se estável para o crescimento económico e criação de empregos.

Segundo a entrevistada, o processo em Angola envolve vários fenómenos jurídicos ligados à gestão da Sonangol entre 2016 e 2017, período em que ocupou o Conselho de Administração da petrolífera estatal. Ela afirma que o julgamento pode ser afetado por agendas políticas associadas a eventos próximos do MPLA.

A empresária tem quatro filhos, fruto do casamento com Sindika Dokolo, falecido em 2020. Desempenha atividades empresariais diversas e sustenta que o Estado bloqueou contas, retirou documentos válidos e impediu viagens. Em relação ao processo, diz que já houve exclusões de crimes pelo Supremo.

Desdobramentos judiciais

O Tribunal Supremo já retirou vários crimes, mantendo apenas sete acusações contra Isabel dos Santos. Entre os crimes que permanecem estão peculato, burla qualificada, participação económica em negócio, tráfico de influência, fraude fiscal qualificada e dois crimes de branqueamento de capitais. O caso segue para julgamento, com recurso pendente.

A defesa contesta a atuação judicial, acusando a justiça de recusa de ouvir declarações e de desconsiderar provas apresentadas na instrução contraditória. Isabel dos Santos questiona se o processo está sujeito a uma agenda política, em meio a referências ao Congresso do MPLA em 2026 e às eleições gerais de 2027.

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