- O Tribunal de Família e Menores de L’Aquila determinou retirar os três filhos para uma casa-abrigo, com a mãe também removida, por considerar graves danos à integridade física e psicológica das crianças.
- A casa em Palmoli, Abruzzo, é descrita como ruínas degradadas sem infraestruturas, com humidade, levantando dúvidas sobre ensino doméstico e acesso a serviços.
- O processo teve início em setembro, quando a família foi hospitalizada devido a intoxicação por cogumelos, levando a inspeção dos Carabinieri e relatório ao Ministério Público.
- A família pondera levar as crianças para a Austrália, mantendo o pai em Itália; a mãe fica afastada das crianças durante o abrigo.
- Reações públicas incluem alerta da primeira-ministra Giorgia Meloni, acusações de rapto por Matteo Salvini e defesa da decisão pela Associação Nacional de Magistrados; há manifestação nacional marcada para 6 de dezembro, em Roma.
A família anglo-australiana que vivia numa casa rural perto de Palmoli, Abruzzo, viu os seus três filhos retirados para uma casa-abrigo, com a mãe também removida, depois de o Tribunal de Família e Menores de L’Aquila considerar graves danos à integridade física e psicológica. A decisão surge numa situação já marcada pela precariedade habitacional, com casa descrita como ruínas degradadas e humidade, e pela ausência de água canalizada e eletricidade.
O processo, que começou em setembro após uma intoxicação por cogumelos, levou a inspeções dos Carabinieri e a um relatório ao Ministério Público. Os juízes apontaram ainda a socialização insuficiente devido ao ensino doméstico, bem como a falta de procedimentos obrigatórios para esse ensino. A família, que vivia sem acesso a serviços, afirma manter uma vida em contacto com a natureza.
Desdobramentos e reações
Numa fase de silêncio, o pai indicou que pondera levar as crianças para a Austrália, ficando apenas ele em Itália. A decisão dividiu opiniões no país, com críticas a favor e contra o modelo de vida. A primeira-ministra Giorgia Meloni manifestou preocupação e solicitou avaliação ao Ministro da Justiça. O vice-primeiro-ministro Matteo Salvini qualificou a decisão de rapto, prometendo aprofundar o assunto junto do tribunal.
A Associação Nacional de Magistrados defende que a decisão está fundamentada em avaliações técnicas e em factores objetivos como segurança, saúde, acesso a serviços e educação obrigatória. Está marcada uma manifestação nacional de solidariedade para 6 de dezembro, em Roma, frente ao Ministério da Família e da Igualdade de Oportunidades.
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