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UGT mantém posição e propõe greve geral para 11 de dezembro

UGT convoca greve geral para 11 de dezembro de 2025, denunciando anteprojeto da reforma laboral e buscando unidade com a CGTP para pressionar o diálogo

UGT mantém posição e propõe greve geral para 11 de dezembro
  • A União Geral de Trabalhadores (UGT) convocou uma greve geral para 11 de dezembro de 2025, em defesa dos trabalhadores face a um anteprojeto de reforma laboral considerado favorável aos patrões.
  • A central sindical diz que o anteprojeto, apresentado pelo Governo como Trabalho XXI, representa uma antecâmara de mudanças que fragilizam os trabalhadores e que não há negociação real, apesar de várias reuniões na Concertação Social e bilateral com o Governo e parceiros sociais.
  • O Governo apresentou abertura inicial, mas passou a impor linhas vermelhas, tornando as evoluções dependentes de assinatura de um acordo, o que a UGT afirma não ser negociação verdadeira.
  • A UGT, que quer construir unidade com a CGTP, anunciou também que abriu diálogo com estruturas de trabalhadores para reduzir divergências e formar uma plataforma comum de ação.
  • O Governo realizou, de última hora, uma reunião com dirigentes da UGT na tentativa de manter o diálogo, mantendo o objetivo de continuar as negociações apesar da greve anunciada.

O que aconteceu: a UGT convocou greve geral para 11 de dezembro de 2025, em defesa dos trabalhadores ante um anteprojeto de reforma laboral visto como favorável aos patrões. A medida surge após várias rondas de negociação na Concertação Social e reuniões bilaterais sem acordo.

Quem está envolvido: a decisão é tomada pela UGT, presidida por Lucinda Dâmaso, com a participação de sindicatos filiados. A intenção é construir unidade com a CGTP, reforçando o diálogo com as estruturas representativas dos trabalhadores. O Governo participou de reuniões de última hora.

Quando e onde: a greve está marcada para o dia 11 de dezembro de 2025, em todo o território nacional. O anteprojeto, apresentado pelo Governo, foi alvo de críticas por ampliar poderes dos empregadores e reduzir direitos laborais, segundo a UGT.

Porquê: a UGT alega que a negociação tem sido inviabilizada por linhas vermelhas impostas pelo Governo e pela ênfase exclusiva na legislação laboral, em detrimento de temas como salários, habitação e migração. A central sustenta que o diálogo não avança sem respostas a estas questões.

Conversa com o Governo e próximos passos

O Governo realizou reunião de última hora com dirigentes da UGT na tentativa de manter o canal de diálogo aberto, mantendo o objetivo de evitar uma paragem generalizada. A UGT afirma manter a disposição de discutir conteúdos que beneficiem os trabalhadores, sem aceitar acordos sem condições.

Fontes próximas destacam que a central pretende unir forças com a CGTP para criar uma plataforma comum de ação. O objetivo é apresentar uma resposta clara à reforma laboral, refletindo preocupações reais dos trabalhadores e do país.

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