- Começou esta quinta-feira o julgamento no Tribunal Central Criminal de Lisboa de Fernando Silva, 33 anos, acusado de matar três pessoas numa barbearia em Lisboa em outubro do ano passado; foi considerado imputável.
- O Ministério Público pede a pena máxima de vinte e cinco anos de prisão, alegando que o arguido era “calculista e astucioso” e teria fingido sintomas de doença mental para evitar a responsabilidade penal.
- Na primeira sessão, o arguido manteve-se em silêncio, recusando indicar o nome completo e dados pessoais; apenas confirmou a idade e a detenção.
- O depoimento de Fábio Ferreira confirmou os factos, com as vítimas a morrerem no local e o suspeito a fugir; o depoimento decorreu sem a presença do arguido nem dos familiares das vítimas.
- Após o crime, o suspeito refugiu-se no Pinhal Novo, em Setúbal, e acabou por entregar-se à polícia; as vítimas incluíram o proprietário da barbearia e dois clientes, um dos quais era o marido de uma mulher grávida.
O julgamento de Fernando Silva, 33 anos, começou esta quinta-feira no Tribunal Central Criminal de Lisboa. O caso envolve três mortes numa barbearia da capital, ocorridas em outubro do ano passado. O arguido, diagnosticado com esquizofrenia, foi considerado imputável pelo Instituto de Medicina Legal e não ficou isento de responsabilidade penal, segundo a acusação.
Ainda na primeira sessão, o homem manteve-se em silêncio. Recusou indicar o nome completo e dados pessoais básicos, apenas confirmou a idade e que se encontra detido no estabelecimento prisional de Lisboa. O Ministério Público defende que, à data dos crimes, não havia perturbação que comprometesse a imputabilidade e solicita a pena máxima de 25 anos.
A acusação descreve o arguido como calculista e astucioso, sustentando que simulou sintomas para evitar responsabilização penal. Segundo o despacho, entrou na barbearia, insistiu em ser atendido e, diante da recusa, disparou contra o proprietário Carlos Pina. Um cliente que estava à porta também foi morto, à vista da mulher grávida.
Fábio Ferreira, o segundo barbeiro presente, confirmou os factos na acusação durante o depoimento nesta manhã. A sessão decorreu sem a presença do arguido e sem a participação das famílias das vítimas, que foram retiradas da sala por ordem da juíza. As vítimas morreram no local.
Após o crime, o suspeito refugiou-se em Pinhal Novo, no concelho de Setúbal, onde foi localizado pela polícia e acabou por entregar-se, alegadamente após ser convencido pela família. O julgamento prossegue com mais testemunhos e análise de perícias, tentando esclarecer motivação e responsabilidade.
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