- A coligação Construção e Desenvolvimento, de Mohamed Shia al Sudani, venceu as eleições legislativas iraquianas, com mais de 1,3 milhões de votos, segundo a Comissão Eleitoral, relativos a 99,74% dos votos apurados.
- Em segundo lugar ficou o Partido Democrata do Curdistão, com cerca de 1 milhão de votos, liderado por Nechirvan Barzani.
- A participação foi de 56,11%, mais 12 pontos percentuais face a 2021.
- Muqtada al-Sadr boicotou a votação, alegando falta de soluções para a crise política desde as eleições de 2021.
- O resultado obriga negociações entre partidos xiitas para a formação de um governo.
A comissão eleitoral iraquiana divulgou resultados preliminares das legislativas, com a coligação Construção e Desenvolvimento de Sudani a liderar a contagem, com mais de 1,3 milhões de votos. Em segundo lugar ficou o Partido Democrata do Curdistão, com pouco menos de 1 milhão de votos. A participação foi de 56,11% dos eleitores, 12 pontos percentuais acima de 2021.
Sudani terá de negociar com outras formações xiitas para consolidar um governo, dadas as perspetivas de alianças parlamentares. A lista liderada pelo primeiro-ministro eleito reúne apoiantes de diversas facções, o que exige acordos para assegurar maioria governamental.
Nechirvan Barzani, líder do Partido Democrata do Curdistão, aparece em segundo lugar entre as forças políticas, com a força suficiente para influenciar a formação do executivo caso se mantenha alinhado com outras correntes regionais. A comissão eleitoral confirmou os números relativos a 99,74% dos votos.
Contexto político
Muqtada al-Sadr boicotou as eleições e pediu soluções para a crise política, retratando a ausência de progresso na formação de governo desde 2021. O cenário de impasse entre coalizões xiitas persiste, dificultando acordos entre partidos que controlam o parlamento.
O boicote de Sadr intensifica a necessidade de negociações entre forças xiitas para definir a composição do novo governo, ainda sem confirmação de data para a investidura. Analistas destacam que a participação acima de 2021 não altera, no momento, o desafio de consenso.
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