- O Sindicato Nacional de Bombeiros Profissionais (SNBP) apresentou uma queixa à Inspeção-Geral de Finanças (IGF) contra a Câmara Municipal de Lisboa por alegadas falhas na gestão do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, incluindo falta de EPI.
- O SNBP acusa que bombeiros há quatro anos trabalham sem equipamento de proteção individual adequado, com fardas de segunda ou terceira mão e sem capacete, fato de chuva, casaco para frio e lanternas.
- A Câmara respondeu que investiu cerca de oito milhões de euros em viaturas e equipamentos, e realizou obras de 450 mil euros; também anunciou concurso público para 300 blusões de abafo e 230 fatos de chuva.
- O protocolo entre o Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, a Câmara e o Hospital de Santa Maria, que previa fornecimento de material pré-hospitalar e formação, não estaria a ser cumprido; ninguém teria pedido material ao hospital.
- A formação tem sido assegurada pela escola do RSBL; o SNBP já tinha anunciado greve para 17 de novembro, com serviços mínimos garantidos.
O Sindicato Nacional de Bombeiros Profissionais (SNBP) apresentou à Inspeção-Geral de Finanças (IGF) uma queixa contra a Câmara Municipal de Lisboa, denunciando falhas graves na gestão do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa (RSBL), incluindo a falta de equipamento de proteção individual (EPI). O movimento surge após meses de denúncias sobre condições de trabalho e falta de material.
O presidente do SNBP, Sérgio Carvalho, afirmou que bombeiros há quatro anos operam sem EPI adequado, com fardas de segunda ou terceira mão, sem capacetes, sem fato de chuva, sem casacos para frio e sem lanternas. O dirigente disse que já alertou repetidamente o comando do RSBL e a autarquia, sem resultados.
A Câmara Municipal de Lisboa reconheceu investimentos em viaturas e equipamentos, estimados em cerca de oito milhões de euros, além de obras de melhoria em quartéis no valor de 450 mil euros. Também foi concluído o concurso para a compra de 300 blusões de abafo e 230 fatos de chuva para os operacionais.
A queixa do SNBP aponta ainda para o não cumprimento de um protocolo com o Hospital de Santa Maria, que previa fornecimento de material pré-hospitalar, formação dos bombeiros e custos associados, bem como a disponibilidade de serviço de prevenção no heliporto 24 horas por dia, com uma equipa de seis elementos e um veículo.
Segundo o SNBP, o protocolo nunca foi posto em prática: ninguém pediu material ao Hospital de Santa Maria e a formação tem sido assegurada pela escola do RSBL, com encargos suportados pela Câmara. O sindicato também questiona a ausência de transparência na gestão do RSBL pela autarquia.
O SNBP informou ainda que, apesar das falhas, a formação continua a ser realizada durante o horário de trabalho, e a Câmara mantém financiamento para esses custos, acrescentando que a greve anunciada para 17 de novembro manterá serviços mínimos para não comprometer o socorro à população.
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