- Manuela Moura Guedes publicou hoje acusações no Facebook sobre João Cotrim de Figueiredo, atual eurodeputado e antigo líder da Iniciativa Liberal.
- A jornalista afirma que, quando assumiu a TVI em abril de dois mil e dez, o Jornal Nacional já estava suspenso e ela estava de baixa médica desde setembro de dois mil e nove.
- Cotrim de Figueiredo reage, dizendo ter apenas formalizado uma situação já existente e que não houve subserviência aos acionistas espanhóis da Media Capital.
- O ex-líder da Iniciativa Liberal sustenta ter deixado a TVI incompatibilizada com esses acionistas e que, ao entrar, foi-lhe dito que não havia condições mínimas para o regresso de Moura Guedes à redação.
- Moura Guedes já havia elogiado, na altura, a forma humana como Cotrim geriu a sua saída, segundo a resposta do eurodeputado hoje publicitada.
Em abril de 2010, ao assumir a direção-geral da TVI, João Cotrim de Figueiredo encontrou Manuela Moura Guedes afastada e o Jornal Nacional já suspenso desde setembro de 2009. O canal vivia tensões com os acionistas espanhóis da Media Capital, da qual a IL era associada. O cenário permaneceu até à época de entrada de Cotrim.
Hoje, Moura Guedes publicou acusações no Facebook dirigidas a Cotrim de Figueiredo. O eurodeputado da IL rebateu, afirmando que apenas formalizou uma situação já existente e que não houve subserviência aos espanhóis.
Acusações e respostas
Cotrim de Figueiredo detalhou que, ao chegar, recebeu informações de que não estavam reunidas condições mínimas para o regresso de Moura Guedes à redação, decisão tomada no âmbito do processo de rescisão contratual. Desmentiu quaisquer ligações subservientes aos acionistas espanhóis e recordou ter também ficado incompatibilizado com esses mesmos acionistas.
Moura Guedes, por seu lado, já havia elogiado, na altura, a forma humana como Cotrim geriu a saída, conforme o próprio eurodeputado recorda. O caso permanece sem desfecho público, com as partes a sustentar versões divergentes sobre o passado na TVI.
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