- A obra Por dentro do Chega, fruto de mais de cinco anos de investigação, reúne milhares de páginas e dezenas de entrevistas sobre dilemas internos da candidatura presidencial de dois mil e vinte e um, com um excerto já nas livrarias pelo 24notícias.
- O relato evidencia uma discussão em dois mil e vinte sobre quem encabeçaria a candidatura do Chega, com várias hipóteses, incluindo o líder André Ventura, Francisco Moita Flores e Marcelino da Mata.
- O promotor da pesquisa, Nuno Afonso, pediu uma lista de dez potenciais candidatos, tendo apresentado nove nomes; Manuela Moura Guedes foi contactada e recusou, Suzana Garcia também foi mencionada, mas não participou.
- Memórias de Américo Santos situam Marcelino da Mata no centro do debate, descrevendo o contexto e o abandono de Guileje, além de referências a outras figuras consideradas ou descartadas.
- Mesmo com previsões incertas para as presidenciais, Ventura aceitou caminhos difíceis para manter o espaço público, com grupos de apoio e nomes discutidos a serem avaliados, enquanto a obra e o excerto reforçam o retrato por quem ajudou a criá-lo.
Milhares de páginas de documentos inéditos e dezenas de entrevistas compõem a obra Por dentro do Chega, que analisa a construção do partido desde a sua fundação. O excerto publicado pelo 24notícias revela detalhes da discussão interna de 2020 sobre quem encabeçaria a candidatura presidencial de 2021, com várias hipóteses em análise.
O material, resultante de mais de cinco anos de investigação pelo jornalista Miguel Carvalho, descreve o processo de construção do elenco potencial para a corrida presidencial. Entre os nomes avaliados surge o líder André Ventura, bem como outras sugestões apresentadas no seio do Chega.
Entre as opções discutidas surgem o nome de Moita Flores, o ex-inspetor da Polícia Judiciária Francisco Moita Flores, e o militar Marcelino da Mata, já falecido, com memória de controvérsia entre os responsables do partido. Também constam contactos com Manoela Moura Guedes e a hipótese de Suzana Garcia, embora não tenha havido acordo definitivo.
Nuno Afonso, vigilante da estratégia, solicitou uma lista de candidatos para análise. O líder do Chega pediu que fossem contactados vários potenciais candidatos, incluindo nomes de mulheres, mas algumas escolhas acabaram por não avançar. Entre as referências destacadas está Suzana Garcia, vereadora na Amadora, cuja recusa foi comunicada posteriormente.
Detalhes da discussão interna
O registo de conversas e tomadas de decisão também aponta para a influência de grupos de apoio e para a circulação de hipóteses dentro do partido. A obra utiliza memórias de Américo Santos, relacionando episódios de bastidores a uma eventual solução para o futuro do Chega. O contexto é apresentado como parte do retrato de um partido que, à época, ainda procurava consolidar a sua liderança e o seu espaço público.
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