- Durante o funeral de Ali Khamenei em Teerão, um recitador, Mohammad Rasuli, pediu a morte de Donald Trump, com a multidão a entoar “Morte à América” e “Morte a Israel”.
- Cartazes e inscrições à margem da cerimónia defendiam o assassinato de Trump e de Benjamin Netanyahu, numa altura em que Teerão e os Estados Unidos negociarem para fechar a guerra que afecta os mercados globais de energia.
- Rasuli apelou à multidão para entoarem slogans de vingança e disse: “matar Trump é responsabilidade nossa” durante a recitação poética.
- Foi hasteada na cúpula a bandeira vermelha Ya Latharat al-Hussein, símbolo de vingança pelo sangue de Hussein ben Ali, com muitos presentes a segurarem bandeiras vermelhas.
- Paralelamente, Donald Trump afirmou que as negociações com o Irão ficaram adiadas por uma semana, disse ter infligido um forte golpe ao Irão e que as autoridades iranianas desejam um acordo.
No funeral de Ali Khamenei, em Teerão, a 5 de julho, um recitador pediu a morte de Donald Trump, durante a cerimónia fúnebre. A multidão do recinto entoou gritos de “Morte à América” e “Morte a Israel”.
À margem do acto, surgiram cartazes a defender o assassinato de Trump e de Benjamin Netanyahu. As mensagens ocorrem num momento em que Teerão negocia com Washington para encerrar a guerra que afeta os mercados globais de energia.
Mohammad Rasuli, recitador presente na cerimónia, pediu que os presentes entoassem os slogans mencionados. Em parte da recitação poética, afirmou que matar Trump é uma responsabilidade dos iranianos, referindo-se à morte de Ali Khamenei.
Contexto Internacional
No sábado, Donald Trump disse que as negociações com o Irão foram adiadas por uma semana. O presidente norte-americano afirmou ter infligido um golpe ao Irão e que as autoridades iranianas desejam chegar a acordo. Descreveu o intervalo como uma oportunidade para negociações.
Trump ainda indicou que, nesse período, nenhuma parte lançaria ataques entre as duas potências. Recordou ameaças anteriores, em 2020, de que o país poderia responder com ações extremas caso o Irão avançasse com ataques.
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