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Venezuela vive dia fulcral na procura de sobreviventes dos terramotos

Dia decisivo de buscas por sobreviventes na Venezuela, com mais de 920 mortos, milhares de desaparecidos e apoio internacional já em curso

Moradores e equipas de salvamento procuram sobreviventes em Catia La Mar, na Venezuela, sexta-feira, 26 de junho de 2026, dois dias depois de dois terramotos atingirem o país.
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  • A Venezuela foi atingida por dois sismos consecutivos de magnitude 7,2 e 7,5, gerando destruição generalizada e dezenas de milhares de pessoas por localizar.
  • O balanço provisional aponta pelo menos 920 mortos, 3.360 feridos e milhares de estruturas afetadas, incluindo edifícios, hospitais e centros comerciais.
  • Equipas de emergência de vários Estados-Membros da União Europeia apoiam as operações de busca, com mais de 520 socorristas destacados.
  • Países como Portugal, Espanha, Países Baixos, Suíça, Itália, França e Estados Unidos enviaram recursos humanos e material de salvamento para a Venezuela.
  • Hoje é considerado o dia fulcral para as operações de socorro, pois as hipóteses de encontrar sobreviventes tendem a diminuir com a noite.

As equipas de resgate continuam a procurar sobreviventes após dois sismos que atingiram a Venezuela no início desta semana. Os abalos, de magnitude 7,2 e 7,5, deixaram destruição generalizada, com inúmeras estruturas afetadas e dezenas de milhares de pessoas ainda dadas como desaparecidas. O balanço aponta para pelo menos 920 mortos e 3360 feridos.

Os sismos ocorreram na quarta-feira, provocando danos em hospitais, centros comerciais e habitações. A resposta internacional intensificou-se, com equipas de emergências de vários países a chegar ao terreno para apoiar as operações de busca e resgate.

Contribuições europeias

Portugal enviou, nesta sexta-feira, os primeiros aviões da Força Aérea com 64 militares e 23 toneladas de ajuda humanitária, incluindo equipamentos médicos, geradores e tendas. A operação envolve também elementos da UE para apoio logístico e de proteção civil.

Espanha mobilizou 59 militares da Unidade Militar de Emergências, oito equipas cinotécnicas e engenheiros para apoiar as buscas. Um contingente de 40 elementos e quatro cães chegou a Caracas, com destino a zonas afetadas.

Os Países Baixos destacaram 64 especialistas da equipa de Busca e Salvamento Urbano, acompanhados de oito cães de busca, partindo de Eindhoven rumo à Venezuela. Swiss e outros parceiros também enviaram meios técnicos e humanos.

Outras nações envolvidas

Suíça enviou 80 especialistas, 18 toneladas de equipamento e oito cães de busca, com ações coordenadas com autoridades locais para encontrar vítimas soterradas. Itália deslocou pessoal da Unidade de Crise, Defesa e Proteção Civil, com dois aviões militares já no terreno.

França participou com destacamento de unidades de busca em escombros, suportadas por equipas médicas e cinotécnicas. Os Estados Unidos acionaram tropas de busca e salvamento, médicos, engenheiros e cães, com apoio logístico incluindo aviões e helicópteros, além de um navio de combate na região.

Situação no terreno e perspetivas

Especialistas apontam para o dia mais crítico do resgate, com a queda das probabilidades de encontrar sobreviventes após a noite de sábado. Equipes de suporte trabalham integradas com autoridades venezuelanas para coordenar operações em áreas mais afetadas. As autoridades não detalharam o número de sobreviventes encontrados nas últimas horas.

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