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Sánchez nega corrupção generalizada, admite caso grave de ex-ministro

Sánchez afirma que não há corrupção generalizada no PSOE, apesar de caso grave com ex-dirigentes, e mantém o Governo

O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez
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  • Pedro Sánchez reconheceu um caso flagrante e grave de corrupção envolvendo antigos dirigentes do PSOE, reiterando que não houve financiamento ilegal no partido e que continuará a governar.
  • O Chefe do Governo citou o ex-ministro dos Transportes José Luis Ábalos, condenado a mais de 24 anos de prisão na compra de máscaras durante a pandemia, como exemplo do que não pode acontecer dentro do PSOE.
  • O caso gerou uma investigação alargada que envolve também Santos Cerdán, ambos considerados antigos braços direitos de Sánchez.
  • Sánchez afirmou estar consciente da ansiedade causada pelas notícias judiciais, pediu à justiça que faça justiça em todos os casos e afastou a ideia de uma corrupção generalizada.
  • O primeiro-ministro manteve o foco em separar estes casos de situações envolvendo Begoña Gómez e David Sánchez, cuja avaliação foi de não haver matéria para julgamento, e disse confiar no trabalho da justiça, incluindo a situação de José Luis Zapatero.

O primeiro-ministro Pedro Sánchez reconheceu, nesta quarta-feira, a existência de um caso grave de corrupção envolvendo antigos dirigentes do PSOE. O caso envolve o ex-ministro dos Transportes José Luis Ábalos, condenado por irregularidades na aquisição de máscaras durante a pandemia, quando estava no Governo.

Sánchez afirmou que não houve financiamento ilegal no partido e que nunca toleraria tais práticas. O chefe do Gobierno disse que o PSOE e o Governo respeitam as sentenças já conhecidas, e reforçou a defesa de que não houve corrupção generalizada no partido.

O líder socialista explicou que a acusação envolve pessoas que teriam aproveitado o peso político para obter benefício financeiro, estando o caso ligado a investigações em curso. Certificações nacionais e europeias têm sido usadas para sustentar a legalidade das ações do Executivo durante a pandemia.

Contexto político e investigações em curso

O Primer-Ministro separou os casos envolvendo antigos dirigentes do PSOE dos processos que envolvem a mulher, Begoña Gómez, e o irmão, David Sánchez, considerados por diferentes investigações sem matéria para julgamento. Sánchez pediu que a justiça faça justiça em todos os casos.

Sobre José Luís Zapatero, Sánchez afirmou que não existem conclusões formais ainda, dado o estágio inicial da investigação relacionada com o resgate da companhia Plus Ultra em 2021. Reiterou que o resgate foi realizado de forma legal e transparente.

O chefe do Governo destacou que o PSOE tomou medidas de supervisão e prevenção da corrupção desde o início, incluindo suspensão ou expulsão de membros quando aplicável. Reiterou, ainda, a sua intenção de continuar a governar, mesmo diante de pedidos de demissão e de eleições antecipadas.

Sánchez afirmou estar consciente de que as semanas recentes trazem uma onda de notícias judiciais que geram preocupação, mas insistiu na diferenciação entre casos confirmados, em investigação e rumores. Chamou a atenção para campanhas de desinformação associadas à extrema-direita.

O Primeiro-Ministro concluiu, reiterando confiança na Justiça, que a maioria dos juízes atua de forma exemplar. Pediu aos tribunais que atuem com objetividade, sem o envolvimento de juízes na política.

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