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UE prepara separação das negociações de adesão da Moldávia e da Ucrânia

UE abre caminho para separar negociações de adesão da Moldávia da Ucrânia, após a Moldávia abrir o primeiro grupo e acelerar os restantes cinco

Cimeira UE-Moldávia em Bruxelas.
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  • A União Europeia abriu caminho para separar o processo de adesão da Moldova do da Ucrânia após o primeiro grupo de capítulos negociais ter sido aberto, apesar de ambos terem enfrentado o veto de dois anos da Hungria.
  • A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que, uma vez aberto o primeiro grupo, cada país candidato passa a seguir o seu próprio processo, destacando a Moldova.
  • O presidente do Conselho Europeu, António Costa, elogiou a Moldova pelo ritmo das reformas e disse que, se este ritmo continuar, os restantes cinco grupos poderão abrir rapidamente.
  • O processo de adesão envolve 33 capítulos distribuídos por seis grupos; Moldova e Ucrânia estão tecnicamente prontas para abrir todos os grupos, tendo já aberto apenas o grupo “Fundamentais”.
  • A presidente moldava, Maia Sandu, pediu que os cinco grupos restantes sejam abertos de imediato, e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, afirmou que o país está pronto para avançar com os outros cinco grupos.

A União Europeia abriu a porta a separar o processo de adesão da Moldova do da Ucrânia, depois de ambos terem aberto o primeiro grupo de capítulos negociais e superado o veto de dois anos da Hungria. O tema surge num momento em que os dois países são considerados prontos para avançar, mas com trajetórias distintas.

Na cimeira UE-Moldova em Bruxelas, a liderança europeia indicou que, com o primeiro grupo aberto, cada país candidato passa a seguir o seu próprio caminho, com reformas específicas para cada um. A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, destacou que a Moldova pode avançar mais depressa, desde que mantenha o ritmo de reformas.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, elogiou o governo moldavo pela aprovação rápida de reformas e disse que, se o ritmo continuar, poderão abrir-se rapidamente os restantes cinco grupos. Costa reforçou que o alargamento é visto como investimento geopolítico decisivo para a região.

A presidente moldava Maia Sandu pediu que os cinco grupos finais sejam abertos sem atrasos, afirmando que o país está preparado para o fazê-lo assim que possível. Sandu reiterou que a Moldávia deve avançar de forma autónoma, conforme as suas reformas.

Na Europa, a Ucrânia domina a discussão, mas a Moldávia tem recebido menos atenção mediática, apesar de também ter visto o seu processo de adesão avançar. O primeiro grupo, denominado Fundamental, cobre Estado de direito, direitos humanos, combate à corrupção e sistema judicial.

O debate também envolve considerações políticas e sociais sobre a eventual separação, com receios de impacto na percepção pública em Ucrânia. Bruxelas pretende evitar sinalizações que prejudiquem a confiança entre os dois países em conflito.

O Presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy participou na cimeira para sublinhar a prioridade da adesão do seu país como garantia de segurança. Zelenskyy afirmou que o primeiro grupo foi merecido e afirmou disposição para abrir também os demais cinco grupos, caso haja consenso entre os 27 membros.

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