- As negociações técnicas entre Irão e Estados Unidos, realizadas na Suíça, abriram uma nova fase de diálogo, com a criação de quatro grupos de trabalho sobre sanções, programa nuclear, economia e implementação de compromissos, acompanhados por um comité de alto nível.
- Um dos resultados é o desbloqueio de 12 mil milhões de dólares em ativos iranianos congelados; o Departamento do Tesouro dos EUA emitiu uma licença temporária de 60 dias para produzir, vender, transportar e importar petróleo bruto e derivados até 21 de agosto.
- As próximas rodadas de negociação vão ser acompanhadas por um comité de alto nível que envolve o presidente do Parlamento iraniano, o ministro dos Negócios Estrangeiros, o vice-presidente norte-americano e os primeiros-ministros do Qatar e do Paquistão; ainda não há data definida.
- O Irão afirmou que mantém o controlo do estreito de Ormuz e que a situação não voltará a ser igual antes do conflito, embora haja condições para o levantamento de sanções.
- Israel continua com operações e alertas de ataque; a ONU informou que, no sul do Líbano, não houve ataques aéreos no domingo e segunda-feira, com monitorização das cascos azuis.
A União entre Teerão e Washington entrou numa nova fase após negociações técnicas realizadas na Suíça. Foram criados quatro grupos de trabalho para abordar sanções, petróleo, fundos congelados e o estreito de Ormuz, num contexto de evolução diplomática entre os dois países. O anúncio destaca avanços na libertação de activos e na venda de petróleo, com um comité de alto nível a monitorizar os progressos.
O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Kazem Gharibabadi, sublinha que houve avanços na suspensão de sanções, na recuperação de activos financeiros congelados e na eventual reativação de fluxos económicos. Ontem, o Irão indicou a conclusão desta fase técnica e o início de uma nova ronda de contactos.
As negociações decorreram num cenário de tensão regional, com Israel a manter tropas na região fronteiriça do Líbano e a indicar disposição para agir. O estágio seguinte envolve o comité de alto nível que reunirá dirigentes iranianos e representantes norte-americanos, bem como os primeiros-ministros do Qatar e do Paquistão.
De Bürgenstock, surgem estes quatro grupos: suspensão de sanções norte-americanas, programa nuclear, reconstrução económica e acompanhamento dos acordos, todos sob a supervisão do comité mencionado. A organização das próximas etapas não tem data definida.
Entre os resultados anunciados, o Irão afirma ter alcançado a libertação imediata de 12 mil milhões de dólares em activos congelados no estrangeiro. A medida é apresentada pelos diplomatas iranianos como essencial para desbloquear a capacidade económica do país.
Na área energética, o Departamento do Tesouro dos EUA concedeu uma licença temporária de 60 dias para permitir produção, venda, transporte e importação de petróleo bruto e derivados iranianos. A medida está em vigor até 21 de agosto e representa uma mudança relevante na política norte-americana.
Analistas destacam que permitir o comércio de petróleo a preço de mercado marca um afastamento de práticas anteriores que impunham descontos. Caso se confirme, o Irão poderá beneficiar de receitas adicionais significativas, reforçando a economia nacional.
Os EUA mantêm condições ligadas a outras sanções: o Irão deve garantir livre circulação no estreito de Ormuz e permitir o regresso de inspectores da Agência Internacional de Energia Atómica. O progresso é visto com ceticismo por alguns especialistas em relações internacionais.
Responsáveis iranianos sublinham que o estreito de Ormuz continuará sob controlo iraniano, afirmando que a gestão da passagem marítima não voltará ao que era antes do conflito. Apesar disso, asseguram respeito pelas normas internacionais.
As negociações enfrentam escrutínio interno em ambos os lados. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, defende a utilidade das sessões na Suíça, embora críticas internas sobre o diálogo com os EUA também sejam apresentadas.
Ontem, a ONU indicou sinais de contenção em novas hostilidades na região do sul do Líbano, com a ausência de ataques aéreos durante o fim de semana. Contudo, operações terrestres e violações do espaço aéreo libanês persistem sob observação internacional.
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