- Os 41,4 milhões de eleitores colombianos vão às urnas no domingo para a segunda volta das presidenciais, entre Abelardo de la Espriella e Iván Cepeda.
- Na primeira volta, realizada a 31 de maio, De la Espriella tinha 43,7% dos votos e Cepeda 40,9%.
- De la Espriella, de 48 anos, conhecido como “O Tigre”, é visto como anti-sistema, liderando o movimento Defensores da Pátria, e recebe apoio de figuras como Donald Trump.
- Cepeda, do Pacto Histórico: Governo cessante de Gustavo Petro apoiou a sua candidatura, defendendo mudança ética e uma revolução económica e social para reduzir pobreza e desigualdade.
- A região enfrenta violência e desafios de segurança; as autoridades de observação eleitoral da Organização dos Estados Americanos e da União Europeia vão acompanhar a segunda volta.
O Senado Colombiano decide, neste domingo, o destino da presidência entre Abelardo de la Espriella, da extrema-direita, e Iván Cepeda, da esquerda. A segunda volta completa o resultado da primeira, realizada a 31 de maio, quando o feito chegou aos 43,7% para Espriella e 40,9% para Cepeda.
A volta final ocorre num cenário de alto risco para a segurança e a economia. Cepeda contou com o apoio do atual governo e aparece como favorito em sondagens prévias, enquanto Espriella surge como antiestablishment e critica a política de paz de Gustavo Petro.
De la Espriella, de 48 anos, defende um foco económico em redução do Estado e maior abertura à indústria petrolífera, prometendo cooperação estreita com os EUA. Cepeda, de 63, propõe uma revolução ética e mudanças profundas em políticas sociais, económicas e democráticas.
No debate sobre segurança, Espriella rejeita a estratégia de Paz Total, descrevendo-a como traição à nação e recusando negociações com criminosos. Cepeda, com experiência como mediador de paz, defende negociações como parte de uma solução ao conflito armado.
A campanha foi marcada por violência e ameaças a candidatos, num contexto de recuperação de violência, narcotráfico e corrupção. O país de 53,9 milhões de habitantes enfrenta desafios económicos, dívida pública elevada e desaceleração de investimento estrangeiro.
A votação desta segunda volta será acompanhada pela missão de observação eleitoral da OEA e pela MOE-UE, presentes também nas eleições anteriores, para avaliar o processo e a integridade do pleito.
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