- A cimeira entre a Rússia e a ASEAN, em Kazan, discutiu ampliar a cooperação nos setores de energia e segurança alimentar, com foco em contratos de longo prazo para petróleo, gás, gás natural liquefeito e eletricidade, para assegurar a segurança e a diversificação de fornecimento.
- A declaração final aponta planos de reforçar a cooperação em energia, transportes e logística, segurança alimentar, agricultura, digitalização, ciência e tecnologia, inteligência artificial, turismo e produção inovadora.
- O acordo inclui cooperação na transição energética, com ênfase em fontes renováveis e energia nuclear, em que a Rússia é vista como líder mundial.
- O secretário-geral da ASEAN, Kao Kim Hourn, afirmou que o grupo pretende aumentar as importações de hidrocarbonetos russos, apesar das possíveis sanções do G7, destacando a necessidade de uma rede de fornecimento diversificada e a experiência da Rússia em geração de eletricidade.
- Entre os desenvolvimentos, as Filipinas compraram 2,4 milhões de barris de crude russo para reforçar reservas após o encerramento parcial do estreito de Ormuz; Vietname e Laos assinam acordos para construção de centrais nucleares; a cimeira foi aberta por Putin e pelo presidente filipino, Ferdinand Marcos Jr., marcando o 35º aniversário das relações russo-ASEAN.
A Rússia e os 11 países da ASEAN acordaram ampliar a cooperação em setores estratégicos, com foco na segurança e diversificação do fornecimento de energia. O acordo foi fechado durante a cimeira realizada em Kazan, na Rússia, envolvendo acordos de longo prazo para petróleo, gás, gás natural liquefeito e eletricidade.
Entre os temas prioritários estão energia, transportes e logística, segurança alimentar, agricultura, digitalização, ciência e tecnologia, inteligência artificial, turismo e produção inovadora. Também consta apoio à transição energética, com participação de renováveis e energia nuclear, área na qual a Rússia tem experiência avançada.
O secretário-geral da ASEAN, Kao Kim Hourn, destacou o interesse contínuo do grupo em aumentar as importações de hidrocarbonetos russos, mesmo diante de potenciais sanções orientadas pelo G7. A prioridade é manter uma rede de fornecimento estável e diversificada para responder ao crescimento regional.
Na prática, o acervo de medidas inclui cooperação com foco em eletricidade e recursos energéticos, mantendo a relação comercial ativa apesar de incertezas internacionais. O objetivo é reduzir vulnerabilidades e explorar a experiência russa na geração de energia para os países asiáticos.
Em outubro, o alinhamento surge num contexto regional com impactos adicionais: as Filipinas passaram a adquirir crude russo para ampliar reservas, em meio a interrupções no tráfego pelo estreito de Ormuz. Além disso, o Vietname e o Laos assinaram acordos para construção de centrais nucleares com Moscovo.
O encontro foi marcado pela abertura formal da cimeira por Vladimir Putin e Ferdinand Marcos Jr., líder filipino, reforçando as relações entre a Rússia e o grupo ASEAN, agora ao longo de 35 anos de cooperação. O evento evidencia uma aposta estratégica mútua na diversificação de fontes de energia.
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