- A polícia polaca deteve um homem suspeito de participação no assassinato do cartunista russo exilado Semyon Skrepetsky (Robert Kuzovkov) no leste do país.
- O artista, de 44 anos, foi morto na manhã de segunda-feira com três disparos de pistola; após o primeiro impacto, o agressor aproximou-se e disparou à queima-roupa.
- O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, afirmou que o suspeito usa passaporte georgiano e que as indicações apontam para um assassinato político.
- Skrepetsky vivia na Polónia desde 2021, alegando temer perseguição política na Rússia, e as suas obras criticavam Vladimir Putin, entre outras figuras.
- As autoridades вопросam se o crime terá ligações internacionais, com menção a possíveis motivações encomendadas pela Rússia; ataques a opositores russos no estrangeiro já foram registados anteriormente.
Polónia lançou uma investigação após a detenção de um homem suspeito de envolvimento no assassinato de um cartunista russo exilado, ocorrido na manhã de segunda-feira no leste do país. A vítima, Robert Kuzovkov, conhecido pelo nome artístico Semyon Skrepetsky, foi alvejada com três tiros de pistola. O crime ocorreu num contexto de críticas abertas a Vladimir Putin.
Segundo as autoridades, após o primeiro disparo o aggressor aproximou-se e efetuou dois tiros à queima-roupa. A detenção foi anunciada esta quinta-feira, com o Primeiro-Ministro polaco Donald Tusk a revelar, via redes sociais, que o suspeito possui passaporte georgiano. Tusk indicou ainda que os indícios apontam para um assassinato com motivação política.
Skrepetsky exilou-se na Polónia em 2021, alegando perseguição política na Rússia. O artista era conhecido por críticas a Putin, mas também por visões que criticavam figuras como Stalin, Navalny e Ramzan Kadyrov. No último período, manteve presença ativa nas redes sociais.
O contexto envolve controvérsia entre Rússia e Ucrânia, com o cartunista a fazer críticas ao governo ucraniano. Um portal ucraniano publicou posteriormente o endereço do artista no leste da Polónia, o que gerou repercussões sobre segurança de opositores no estrangeiro.
Contexto internacional
Casos históricos de ataques a opositores no estrangeiro, como Litvinenko e Skripal, são citados para entender a gravidade e as dinâmicas possíveis. Moscovo tem negado reiteradamente qualquer envolvimento em ataques a exilados ou opositores.
A polícia continua a investigaçao para apurar se houve encomenda ou participação de terceiros. As autoridades não avançaram com mais detalhes sobre motivações, nem sobre a identidade do suspeito detido nesta fase.
Entre na conversa da comunidade