- O custo total da obra é estimado em 600 milhões de dólares, acima das estimativas anteriores de 200 milhões de euros e 400 milhões.
- Mais de metade desse valor deverá ser suportado pelos contribuintes.
- O Governo já efetuou mais de uma dezena de transferências para a Clark Construction com fundos públicos.
- A Casa Branca mantém que o salão está a ser financiado pelo Presidente e por patriotas americanos.
- No início do mês, a bancada republicana no Senado rejeitou uma proposta de lei de mil milhões de dólares para reforço da segurança na Casa Branca, que incluía o salão; sondagens apontam oposição significativa ao projeto.
O empreiteiro responsável pela obra da Casa Branca admite custos elevados para além do previsto. Inicialmente, Donald Trump disse que o projeto não custaria aos contribuintes, mas o orçamento apresentado indica um custo total de cerca de 600 milhões de dólares, com mais da metade a cargo do erário.
A obra em questão envolve a construção de um salão de baile e de um bunker, após a demolição da Ala Este da residência presidencial. O valor estimado supera as primeiras projeções, que apontavam entre 200 e 400 milhões de dólares.
Segundo o Washington Post, o orçamento do empreiteiro Clark Construction contém transferências de fundos públicos para a empresa, sinalizando que o Governo já financiou parte do projeto. A Casa Braca manteve a posição de que o financiamento virá de doações de patriotas.
Controvérsia orçamental e contexto político
No fim de maio, a maioria republicana no Senado rejeitou uma proposta de lei que previa quase 1,0 mil milhões de dólares para reforçar a segurança na Casa Branca, incluindo o salão de baile desejado pelo Presidente. A oposição pública também se faz sentir.
Uma sondagem realizada pelo Washington Post e pela ABC News em abril mostra oposição ao projeto entre eleitores, com 56% a reprovar e 28% a apoiar. Entre o eleitorado republicano, a maioria apoia a ideia de um novo salão, segundo a sondagem.
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