- Lula afirmou no G7 que o combate ao narcotráfico deve respeitar a soberania dos países onde as facções atuam e integrar-se na agenda de desenvolvimento global.
- Disse que o enfrentamento ao narcotráfico não pode ser dissociado de lavagem de dinheiro e tráfico de armas, defendendo maior cooperação internacional, incluindo a Interpol.
- A intervenção ocorre semanas depois dos Estados Unidos classificarem o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas globais.
- O presidente criticou o protecionismo e o unilateralismo, e alertou para a concentração de riqueza que, segundo ele, afeta a Agenda 2030.
- Pontuou cortes na Ajuda Oficial ao Desenvolvimento e em programas como o World Food Programme, OMS e Unicef, defendendo mais financiamento climático e partilha de tecnologias.
Lula da Silva defendeu no G7 que a luta contra o narcotráfico deve respeitar a soberania dos países onde as facções atuam, durante a sessão ampliada da cimeira, em Évian-les-Bains, França. O Presidente brasileiro pediu uma abordagem que integre desenvolvimento global e cooperação internacional.
O chefe de Estado afirmou que o combate ao crime transnacional não pode sobreviver isolado de medidas como combate à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas. Propôs fortalecer o diálogo institucional, incluindo a Interpol, para localizar ativos e pessoas ligadas a redes criminosas.
A fala ocorreu semanas depois de os EUA terem classificado as duas maiores facções brasileiras, PCC e CV, como organizações terroristas globais, contrariando o governo brasileiro. Lula não dirigiu ataques diretos a Washington durante o seu discurso.
O Presidente brasileiro também criticou o aumento do protecionismo e do unilateralismo, defendendo uma cooperação internacional mais robusta e a partilha de tecnologias de ponta para as transições energética e digital. O texto foi divulgado pelo Palácio do Planalto.
Segundo Lula, a distribuição desigual de riqueza mundial exige ações que fortaleçam a cooperação e o financiamento de desenvolvimento. Indicou que o financiamento climático e a assistência internacional devem ganhar ritmo para enfrentar desigualdades.
O discurso destacou ainda a necessidade de manter o financiamento de organizações multilaterais, bem como preservar recursos para educação, saúde e proteção social em países em desenvolvimento. O Planalto sinalizou que a redução de financiamentos não pode comprometer o progresso global.
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