- A violência de gangues no Haiti matou pelo menos 2.300 pessoas, feriu cerca de 1.100 e raptou 99 desde o início do ano, segundo a ONU.
- Gangues controlam grande parte de Port‑au‑Prince e cometem homicídios, violações, pilhagens e rapto com frequência.
- O alto comissário para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu às autoridades para combaterem a impunidade, destacando a necessidade de uma Força de Supressão de Gangues (GSF) em conformidade com o direito internacional.
- O Conselho de Segurança da ONU autorizou a GSF internacional para neutralizar as gangues, com a missão a substituir gradualmente a Missão Multinacional de Apoio à Polícia Haitiana (MMAS).
- O secretário-geral da ONU, António Guterres, vai visitar o Haiti na terça-feira para expressar solidariedade às vítimas.
O Haiti registou este ano pelo menos 2.300 mortos em actos de violência de gangues, além de quase 100 raptos, segundo a ONU. O balanceamento inclui 1.100 feridos, num país de cerca de 12 milhões de habitantes já em crise institucional.
Desde o assassinato do presidente Jovenel Moïse, em 2021, as gangues ampliaram o controlo sobre grande parte de Port‑au‑Prince. Os ataques incluem homicídios, violências sexuais, pilhagens e rapto de pessoas.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, apelou às autoridades para avançarem com ações que inibam a impunidade. Exigiu maior atuação de unidades judiciais e respeito pelo direito internacional.
Força de Supressão de Gangues
A ONU informou que a Câmara do Conselho de Segurança aprovou no ano passado a criação de uma força internacional para neutralizar as gangues. A GSF irá substituir gradualmente a Missão Multinacional de Apoio à Polícia Haitiana (MMAS).
O plano inicial prevê o destacamento de até 5.500 militares e agentes, a cumprir por fases, com o apoio dos Estados Unidos. A meta é reduzir o poder das gangues e melhorar a segurança pública.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, tem prevista uma visita ao Haiti na próxima terça-feira. A viagem visa manifestar solidariedade às vítimas e encontrar-se com cidadãos afetados pela violência.
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