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Netanyahu admite discordar de Trump, como nas melhores famílias

Netanyahu admite discordar de Trump, mas mantém o Exército em Gaza, Líbano e Síria pelo tempo que for necessário

Netanyahu admite discordar de Trump tal como ocorre "nas melhores famílias"
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  • Netanyahu disse que conhece Trump há muitos anos e que há acordo e discordância entre ambos, como acontece “nas melhores famílias”.
  • O primeiro-ministro afirmou que o Exército de Israel permanecerá em Gaza, Líbano e Síria “pelo tempo que for necessário”.
  • O comentário surge após o anúncio de um acordo entre os Estados Unidos e o Irão, com assinatura prevista para sexta-feira; o acordo prolonga por sessenta dias o cessar-fogo e estabelece um quadro negocial para o nuclear.
  • O acordo prevê a reabertura do estreito de Ormuz e o levantamento progressivo das sanções sobre Teerão.
  • Netanyahu garantiu que a luta não terminou, que Israel continuará em alerta e capaz de atacar, se necessário, o Irão e seus aliados; destacou ofensivas anteriores em Gaza, no Líbano, na Síria, no Iémen e em outras áreas, com 73.000 mortes em Gaza.

Benjamin Netanyahu disse ter conhecido Donald Trump há muitos anos e que, tal como em “nas melhores famílias”, os dois concordam e discordam em diversas ocasiões. A frase foi proferida na primeira conferência de imprensa após o anúncio do acordo entre EUA e Irã.

O primeiro-ministro de Israel afirmou que o Exército israelita permanecerá em Gaza, no Líbano e na Síria “pelo tempo que for necessário” para proteger o país. A declaração surgiu no contexto das negociações envolvendo o Irã.

Netanyahu reconheceu que, em públicos de ambos os países, há diferenças sobre a forma de lidar com o Irã, mas defendeu que Trump envolve as forças israelitas na luta contra um inimigo comum. Afirmou ainda respeitar a atuação do presidente norte‑americano.

O acordo preliminar, que deverá ser assinado esta sexta-feira, estende por 60 dias o cessar-fogo vigente desde 8 de abril e define um quadro para negociações sobre o programa nuclear do Irã. Inclui propostas para a reabertura do estreito de Ormuz e o alívio gradual de sanções.

O chefe do governo israelita destacou que o conteúdo final do acordo ainda não é conhecido e que Israel continua em alerta. Adiantou que o país permanecerá pronto para atacar, se necessário, não apenas o Irã, mas também outros aliados na região.

Israel já realizou ofensivas extensas desde o final de 2023, que resultaram em milhares de mortos em Gaza. Netanyahu referiu-se a operações em Gaza, Líbano, Síria, Iémen, bem como em áreas de refugiados na Judeia e Samaria, para afirmar a determinação de Israel.

O primeiro-ministro reiterou que as zonas de segurança ao redor de Israel foram estabelecidas e que o país manterá a presença nessas áreas “pelo tempo que for preciso” para a proteção nacional. A reação às afirmações de Trump nos últimos dias tem sido de cautela por parte de aliados e opositores.

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