- Zelensky disse ter falado ao telefone com Donald Trump antes do encontro do G7 em França, discutindo “esforços para pôr fim à guerra” que dura há mais de quatro anos.
- O presidente ucraniano informou os últimos desenvolvimentos no terreno e afirmou que a posição da Ucrânia se fortaleceu, mencionando “boas ideias” para aproximar a paz.
- As negociações mediadas pelos Estados Unidos para terminar o conflito estão paralisadas, com Washington a manter o foco no Irão; no G7 deverão discutir a Rússia e a Ucrânia.
- Zelensky agradeceu a ajuda de Washington, nomeadamente o fornecimento de mísseis antitanque Javelin e de sistemas de defesa antimísseis Patriot, pedindo aumento de Patriot.
- O presidente russo, Vladimir Putin, diz não ver necessidade de encontro com Zelensky, afirma vitórias no front e continua a pedir ceder território em troca da paz.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky revelou ter conversado por telefone com Donald Trump antes do encontro do G7, em França, discutindo “esforços para pôr fim à guerra” que já dura mais de quatro anos. A conversa ocorreu na preparação do encontro entre líderes.
Zelensky informou, via Telegram, ter desejado feliz 80º aniversário a Trump e agradecido pela assistência de Washington desde o início do conflito. Acrescentou que transmitiu informações sobre a evolução no terreno e destacou que a posição ucraniana se fortaleceu.
Informou ainda que surgiram “boas ideias” para aproximar a paz, segundo os seus dizeres, mantendo o foco em medidas para encerrar a guerra. As negociações mediadas pelos EUA permanecem paralisadas, com o centro de atenções do país nos desenvolvimentos regionais.
O papel do G7 e o contexto das negociações
As negociações com mediação norte-americana encontram entraves enquanto a administração dos EUA mantém o foco no Irão. No entanto, o encontro em Evian-les-Bains deverá centrar-se na relação Rússia-Ucrânia e na busca por uma saída pacífica.
Zelensky tem dito, nas últimas semanas, que mudanças no terreno favoráveis à Ucrânia criaram uma janela de oportunidade para acordo de paz. Enquanto isso, a Rússia não tem reiterado disposição para negociações presenciais.
Perspetivas e respostas internacionais
Numa carta aberta a Vladimir Putin, Zelensky apelou a encontros presenciais para avançar com um cessar-fogo. Países europeus, incluindo Reino Unido, França e Alemanha, apoiaram a ideia de uma intervenção diplomática europeia contínua, sem oferecer garantias específicas.
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