- Tajani afirma que Israel tem direito a existir, mas não tem direito de atacar o Líbano, numa intervenção durante o debate no G7 de Evian.
- O ministro italiano criticou a exclusão de Roma da iniciativa franco-alemã-britânica em Moscovo e reiterou o papel da Itália nas crises no Hormuz, na Ucrânia e no Líbano.
- A coligação internacional só pode intervir depois de um cessar-fogo; o objetivo é assegurar a liberdade de navegação e o trânsito de navios pelo estreito de Ormuz.
- Tajani defende que quem representa toda a Europa na Ucrânia deve ser escolhido pela União Europeia, criticando a liderança do formato E-3 (França, Alemanha e Reino Unido) e a exclusão de Itália.
- A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, também criticou o formato E-3, dizendo que nenhum formato pode falar em nome de toda a União Europeia.
Antonio Tajani, chefe da diplomacia italiana, participou no debate do G7 em Evian para falar sobre o papel de Itália nas crises no Médio Oriente, na Ucrânia e no Líbano. As suas intervenções enfatizaram a defesa da liberdade de navegação e a necessidade de cessar‑fogo antes de qualquer avanço diplomático. O encontro ocorreu na segunda-feira, num contexto de tensões regionais.
Segundo Tajani, a Itália está disposta a integrar uma coligação internacional para assegurar o trânsito comercial e o abastecimento de alimentos e fertilizantes aos países mais vulneráveis, mas apenas após um cessar‑fogo. A sua posição situa‑se num passo atrás da iniciativa franco‑alemã‑britânica, que já foi apresentada a Moscovo, sem inclusão italiana no momento.
A crise no Estreito de Ormuz
Tajani reiterou que o principal objetivo é proteger a passagem marítima pelo Estreito de Ormuz, essencial para o comércio global. O ministro explicou que a prioridade é reduzir o risco de interrupções que afetem cadeias de abastecimento e preços, mantendo o direito à navegação livre.
Conflito Israel‑Libano e o papel de Itália
O ministro deixou clara uma linha fina: Israel tem o direito de existir e de se defender, mas não pode atacar o Líbano. A frase foi exposta em contexto de análise à escalada na região, com o Hezbollah e o Irão mencionados como fatores de risco para a estabilidade regional.
Ucrânia e o formato E-3
No capítulo ucraniano, Tajani criticou a exclusão de Itália do chamado formato E‑3, composto por França, Alemanha e Reino Unido. Assinalou que decisões da UE devem considerar a posição de todos os Estados‑Membros, não apenas de alguns ministros. A posição foi articulada na véspera de uma conferência importante para a diplomacia europeia.
Reação política em Itália
A observação de Tajani surge num momento em que a primeira-ministra Giorgia Meloni também criticou o formato E‑3, defendendo que nenhum grupo tem legitimidade para falar em nome da UE. Itália reforça, assim, a necessidade de participação ampla em negociações de paz e segurança europeias.
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