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Tajani afirma que Israel tem direito de existir, mas não atacar o Líbano

Tajani: Israel tem direito a existir, mas não pode atacar o Líbano; Itália critica o formato E-3 e defende cessar-fogo para assegurar navegação e abastecimento

Antonio Tajani, chefe da diplomacia italiana, fala com os jornalistas à chegada a uma reunião de ministros da UE em Bruxelas, 11 de maio de 2026. (AP Photo/Marius Burgelman)
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  • Tajani afirma que Israel tem direito a existir, mas não tem direito de atacar o Líbano, numa intervenção durante o debate no G7 de Evian.
  • O ministro italiano criticou a exclusão de Roma da iniciativa franco-alemã-britânica em Moscovo e reiterou o papel da Itália nas crises no Hormuz, na Ucrânia e no Líbano.
  • A coligação internacional só pode intervir depois de um cessar-fogo; o objetivo é assegurar a liberdade de navegação e o trânsito de navios pelo estreito de Ormuz.
  • Tajani defende que quem representa toda a Europa na Ucrânia deve ser escolhido pela União Europeia, criticando a liderança do formato E-3 (França, Alemanha e Reino Unido) e a exclusão de Itália.
  • A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, também criticou o formato E-3, dizendo que nenhum formato pode falar em nome de toda a União Europeia.

Antonio Tajani, chefe da diplomacia italiana, participou no debate do G7 em Evian para falar sobre o papel de Itália nas crises no Médio Oriente, na Ucrânia e no Líbano. As suas intervenções enfatizaram a defesa da liberdade de navegação e a necessidade de cessar‑fogo antes de qualquer avanço diplomático. O encontro ocorreu na segunda-feira, num contexto de tensões regionais.

Segundo Tajani, a Itália está disposta a integrar uma coligação internacional para assegurar o trânsito comercial e o abastecimento de alimentos e fertilizantes aos países mais vulneráveis, mas apenas após um cessar‑fogo. A sua posição situa‑se num passo atrás da iniciativa franco‑alemã‑britânica, que já foi apresentada a Moscovo, sem inclusão italiana no momento.

A crise no Estreito de Ormuz

Tajani reiterou que o principal objetivo é proteger a passagem marítima pelo Estreito de Ormuz, essencial para o comércio global. O ministro explicou que a prioridade é reduzir o risco de interrupções que afetem cadeias de abastecimento e preços, mantendo o direito à navegação livre.

Conflito Israel‑Libano e o papel de Itália

O ministro deixou clara uma linha fina: Israel tem o direito de existir e de se defender, mas não pode atacar o Líbano. A frase foi exposta em contexto de análise à escalada na região, com o Hezbollah e o Irão mencionados como fatores de risco para a estabilidade regional.

Ucrânia e o formato E-3

No capítulo ucraniano, Tajani criticou a exclusão de Itália do chamado formato E‑3, composto por França, Alemanha e Reino Unido. Assinalou que decisões da UE devem considerar a posição de todos os Estados‑Membros, não apenas de alguns ministros. A posição foi articulada na véspera de uma conferência importante para a diplomacia europeia.

Reação política em Itália

A observação de Tajani surge num momento em que a primeira-ministra Giorgia Meloni também criticou o formato E‑3, defendendo que nenhum grupo tem legitimidade para falar em nome da UE. Itália reforça, assim, a necessidade de participação ampla em negociações de paz e segurança europeias.

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