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EUA reduzem envio de caças e navios para a NATO na Europa

EUA reduzem em um terço os caças destacados na Europa e retiram aeronaves de apoio, potencialmente afetando a dissuasão da NATO

Logótipo da NATO numa reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da Aliança em Helsingborg, 22 de maio de 2026
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  • Os Estados Unidos planeiam reduzir drasticamente o número de caças destacados na Europa em um terço, retirar oito aviões de reabastecimento aéreo e diminuir aeronaves de patrulha marítima.
  • Além disso, vão redistribuir outros meios, incluindo um submarino lançador de mísseis, um porta-aviões, um grupo de bombardeiros e vários caças e navios de guerra.
  • O Comando Europeu dos Estados Unidos afirmou que vai reavaliar a participação de Washington na NATO, para assegurar que a Europa assuma a responsabilidade primária pela sua defesa convencional.
  • A Comissão de Defesa do parlamento sueco alerta que a Rússia pode testar a coesão da NATO e a credibilidade do Artigo cinco num futuro próximo, com risco de deterioração da segurança na região.
  • A Suécia, que se uniu à NATO em 2024, prevê para 2030 uma despesa de defesa de 3,5% do PIB, face aos 2,8% previstos para este ano.

Os Estados Unidos vão reduzir drasticamente o envio de caças e navios de guerra para a NATO na Europa. A informação foi avançada pelo New York Times, citando dois altos responsáveis europeus sob anonimato.

Segundo o jornal, Washington pretende reduzir em um terço o número de caças destacados na região, retirar os oito aviões de reabastecimento aéreo e diminuir a presença de aeronaves de patrulha marítima. Entre os recursos redistribuídos encontram-se um submarino lançador de mísseis, um porta-aviões, um grupo de bombardeiros e vários meios navais.

O Comando Europeu dos EUA indicou que vai reavaliar o contributo para a NATO, com o objetivo de assegurar que a Europa assuma mais responsabilidade pela defesa convencional. A medida surge num contexto de reforço europeu das capacidades após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.

O general Alexus Grynkewich criticou a dependência europeia das forças americanas, descrevendo-a como codependência pouco saudável. A NATO permanece com 32 membros e tem como base o Artigo 5.º, que prevê defesa coletiva em caso de ataque a um estado-membro.

Na esfera diplomática, o secretariado de Estado norte-americano revelou que o vice-presidente Marco Rubio participou numa reunião de ministros da NATO em Helsingborg, na Suécia, destacando a importância de clarificar questões estratégicas com a aliança.

Sweden alerta sobre riscos para a coesão da NATO

A comissão de Defesa do parlamento sueco advertiu que a Rússia pode fazer avanços militares contra países da NATO no futuro próximo, caso haja oportunidade política favorável. O relatório analisa a incerteza persistente sobre a segurança europeia.

Jorgen Berglund, presidente da comissão, afirmou que o risco de ataque armando contra a Suécia ou os aliados não pode ser excluído. O documento ressalta que a Rússia pode testar a coesão da aliança para confirmar a credibilidade do Artigo 5.º.

Michael Claesson, chefe do Estado-Mior sueco, também alertou que a Rússia pode pôr à prova a NATO, questionando a prontidão ocidental para explorar fraquezas percebidas. A Suécia integrou a NATO em 2024, após décadas de não alinhamento.

O relatório aponta que os Estados Unidos continuam a ser cruciais para a segurança sueca e europeia, mas reconhece mudanças na relação com a Europa à medida que a política externa dos EUA evolui. A despesa sueca em defesa deverá crescer para 3,5% do PIB em 2030.

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