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Frelimo alerta que xenofobia na África do Sul coloca relações em risco

Frelimo afirma que xenofobia na África do Sul compromete relações históricas com Moçambique, após nove mortos e mais de setecentos repatriados

Presidente moçambicano, Daniel Chapo
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  • A Comissão Política da Frelimo condena a xenofobia na África do Sul, que já causou a morte de nove moçambicanos e levou à repatriação de mais de setecentos cidadãos.
  • A posição afirma que a violência contra imigrantes pode pôr em causa relações históricas saudáveis entre Moçambique, a África Austral e o continente africano.
  • O Governo moçambicano manifestou preocupação com o recrudescimento do discurso anti-imigração na África do Sul e afirmou que ficará atento para proteger os cidadãos afetados.
  • Até ao 7 de junho, foram repatriados 714 moçambicanos, encaminhados para Gaza (392), Maputo (161) e Inhambane (119); não há registo de estudantes entre as vítimas.
  • Moçambique tem cerca de 300 mil cidadãos na África do Sul; autoridades mantêm contacto com as sul-africanas para resolver o problema, apelando à imigração legal e à proteção dos emigrantes.

A comissão política da Frelimo, do governo moçambicano, afirma que a onda de xenofobia na África do Sul compromete relações históricas entre os dois países. O universo da declaração inclui a violência contra imigrantes, incluindo moçambicanos, que já resultou em mortes e repatriamentos.

O comunicado, divulgado após a 70.ª sessão ordinária da Frelimo em Maputo, foi dirigido pelo presidente do partido e chefe de Estado, Daniel Chapo. A nota lamenta os incidentes e sublinha que as relações entre Moçambique e a África do Sul devem manter-se saudáveis.

A Frelimo destacou as ações das autoridades moçambicanas, nomeadamente as missões consulares e a gestão de desastres, na assistência aos cidadãos afetados. O repatriamento de mais de 700 moçambicanos é referido como prioridade.

O Governo moçambicano já tinha manifestado preocupação com o recrudescimento do discurso anti-imigração na África do Sul. A autoridade reforça que o país seguirá atento para proteger, assistir e integrar os cidadãos afetados.

Segundo o Governo, até 7 de junho foram repatriados 714 moçambicanos, encaminhados às províncias de origem. Gaza recebeu 392 pessoas, Maputo 161 e Inhambane 119. A maioria está em situação documental irregular.

Foi destacado que muitos afetados são jovens com perda de documentos e dependentes do setor informal. Não foram registados estudantes entre as vítimas, segundo a informação oficial apresentada.

O Executivo confirmou o acompanhamento da situação, incluindo o transporte de corpos de moçambicanos que possam ter falecido nos ataques. As autoridades asseguram coordenação entre ministros de Moçambique e da África do Sul.

As declarações estão em linha com o apelo ao diálogo entre governos para resolver o problema da xenofobia. O objetivo é reduzir riscos sociais e políticos gerados pela violência contra imigrantes.

Moçambique mantém uma população estimada em cerca de 300 mil cidadãos na África do Sul, maioritariamente trabalhadores em minas e na agricultura. O Governo tem mantido contato regular com os consulados.

Manifestantes anti-imigração na África do Sul deram prazo até 30 de junho para a saída de estrangeiros. O Governo sul-africano anunciou restrições adicionais às políticas migratórias nos últimos dias.

Situação atual e próximos passos

O foco permanece na proteção de cidadãos moçambicanos na África do Sul. Autoridades portuguesam reforçar a cooperação entre consulados e serviços de proteção social para lidar com casos de violência e deslocamento.

A comunidade internacional acompanha os desdobramentos, com ênfase na prevenção de novos episódios de xenofobia. Moçambique mantém a expectativa de que as relações entre ambos os países voltem a operar em bases estáveis e democráticas.

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