- Zelenskyy afirma, numa publicação na X, que a Ucrânia assinou um acordo sobre drones com a Letónia, após a reunião com o primeiro-ministro Andris Kulbergs, e aponta para uma estratégia diplomática para pressionar a Rússia a negociar.
- Kiev intensifica a pressão diplomática para levar Moscovo a negociações diretas e encerra a invasão em larga escala, com Zelenskyy a dizer que as posições ucranianas na linha da frente são fortes.
- O presidente ucraniano afirma que a Rússia perde mais de 30 mil soldados por mês e que os ataques de longo alcance ucranianos visam afetar a logística, refinarias e produção militar russas.
- Zelenskyy revela que, apesar de o foco dos EUA ter se deslocado para o Médio Oriente, Washington está pronto para envolver-se ativamente nos processos diplomáticos, enquanto o Kremlin diz que a mediação liderada pelos EUA está suspensa.
- Na Estónia, o presidente Alar Karis comenta que dronar custos de abatimento são elevados, enquanto Zelenskyy diz estar disponível para cooperação com base na experiência ucraniana; o país já coopera na coprodução de drones de baixo custo.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, pressionou Moscovo para negociações diretas de paz, numa ofensiva diplomática que coincide com a intensificação do combate. Zelenskyy anunciou também, via X, que a Ucrânia assinou um acordo de drones com a Letónia após a primeira reunião com o primeiro-ministro letão, Andris Kulbergs.
Em Tallinn, Estónia, Zelenskyy defendeu uma estratégia diplomática clara para impedir que a Rússia ganhe benefício na guerra. As forças ucranianas teriam reforçado posições na linha da frente, segundo o líder, o que poderia favorecer negociações com o Kremlin.
O chefe de Estado ucraniano afirmou que a Rússia perde milhares de militares todos os meses e que o esforço de longo alcance da Ucrânia afeta a logística russa, refinarias e produção militar, incluindo a Crimeia anexada. O objetivo é pressionar pela mesa de negociações.
Zelenskyy relatou ainda dificuldades na região, com abastecimentos de combustível comprometidos e comunicações desativadas em partes da Rússia, incluindo a Crimeia. O presidente garantiu ter aumentado o impacto de ataques de longo alcance em território russo.
Acompanhando a cimeira nórdico-báltica, o líder ucraniano reuniu-se com autoridades em Londres antes de chegar a Tallinn, visando apoio diplomático para futuras negociações durante uma cimeira da UE em Bruxelas, em junho.
Letónia fecha acordo de drones
Zelenskyy anunciou, no X, que a Ucrânia assinou com a Letónia um acordo sobre drones, após encontro com o novo primeiro-ministro letão, Andris Kulbergs. O objetivo é reforçar defesa conjunta e a cooperação tecnológica entre os países.
O Presidente da Estónia, Alar Karis, disse que usar caças para interceptar drones é caro e revelou intenção de cooperar com a Ucrânia para mitigar custos, recorrendo a tecnologia conjunta. O país tem sido um firme apoiador de Kiev.
Segundo Zelenskyy, a Ucrânia está preparada para trocar experiência e enviar equipas de peritos para formar forças amigas na luta contra ataques com drones, incluindo em países do Médio Oriente onde já atuaram. A política de cooperação será ampliada conforme necessário.
Karis destacou a continuidade das incursões de drones na região e apelou à calma da população. A Estónia, junto com os Balcãs, permanece entre os aliados mais firmes de Kiev na resposta à agressão russa.
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