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EUA colocam Alibaba, BYD e Baidu na lista negra militar chinesa

Pentágono aumenta para cento e oitenta e oito o número de entidades chinesas na lista militar, incluindo Alibaba, BYD e Baidu, restringindo contratos de defesa.

ARQUIVO - Um visitante passa em frente do stand da Alibaba durante a 3.ª Exposição Internacional da Cadeia de Abastecimento, em Pequim, 18 de julho de 2025
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  • O Pentágono incluiu Alibaba, BYD e Baidu na lista de empresas chinesas ligadas às forças armadas, impedindo-as de participar em contratos de defesa nos EUA.
  • A lista passou a abranger 188 entidades chinesas, frente a 134 no ano anterior.
  • A designação abrange empresas civis que o Pentágono diz contribuir para a base industrial de defesa da China.
  • Estar na lista pode não impedir a empresa de operar nos EUA, mas acarreta danos de reputação e potenciais restrições.
  • Pequim reagiu, qualificando a medida de injusta e discriminatória, pedindo um ambiente justo para as empresas chinesas.

O Pentágono expandiu a lista de empresas chinesas com ligações às forças armadas, incluindo Alibaba, BYD e Baidu. A atualização impede estas empresas de celebrar contratos de defesa com o governo dos EUA e sinaliza uma ampliação para setores civis da China. A lista agora abrange 188 entidades, mais 54 que no ano anterior.

A designação, criada em 2021, identifica empresas chinesas com ligações às forças armadas, mesmo que não sejam directamente controladas por militares. Reflete o receio americano de que tecnologia civil seja utilizada para fins militares.

Ao anunciar a atualização, o Pentágono destacou que Pequim pode recorrer a empresas privadas e universidades para obter tecnologias estratégicas. A lista já incluía nomes como a DJI, fabricante de drones.

Alibaba é citado pelo seu envolvimento na base industrial de defesa via o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação. A empresa está cotada na Bolsa de Nova Iorque.

BYD e Baidu são apontadas como ligadas ao mesmo ministério, que supervisiona políticas tecnológicas e industriais da China, segundo os Estados Unidos. A inclusão visa restringir o acesso a tecnologias sensíveis.

Alibaba e Baidu contestaram a classificação, negando ligações com finanças ou estratégias militares. A Baidu reiterou que não é uma empresa militar, citando atividades em IA e mobilidade (sem referência direta a defesa).

A atualização também traz a Unitree, fabricante de robôs, por ter recebido apoio estatal e ser considerada inovadora e crítica para a cadeia de fornecimento chinesa. O anúncio gerou reação diplomática entre os dois países.

Pequim reagiu, acusando Washington de ampliar o conceito de segurança nacional e de criar listas discriminatórias. A Embaixada da China pediu fim das práticas e um ambiente justo para empresas chinesas.

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