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Governo de Merz responsável por embaraço no Conselho de Segurança da ONU

Alemanha falha candidatura a membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU, ficando atrás de Portugal e Áustria, com o apoio a Ucrânia a explicar parte da derrota

Governo de Merz foi criticado pela oposição pelo falhanço em conseguir um lugar como membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU
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  • Portugal e Áustria foram eleitas para dois lugares no Conselho de Segurança da ONU, com 134 e 131 votos; a candidatura alemã ficou-se por 104 votos.
  • Zimbabwe e Trinidad e Tobago asseguraram as restantes vagas do órgão, destinadas a outras regiões e quotas.
  • O Governo alemão justifica a derrota pelas posições de Berlim sobre a invasão da Ucrânia e o conflito no Médio Oriente, referindo a possível pressão do Kremlin contra a candidatura.
  • O chanceler Friedrich Merz afirmou que o resultado não altera as tarefas da Alemanha no sistema multilateral e reiterou o apoio firme à Ucrânia.
  • A campanha de Joannes Wadephul (ministro dos Negócios Estrangeiros) foi destaque, com encontros com 80 ministros, e houve críticas de oposição, apontando responsabilidade ao chanceler.

A Alemanha falhou a sua candidatura a lugar como membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU. Portugal e a Áustria ficaram com as duas vagas para a Europa Ocidental, num mandato de dois anos. A votação ocorreu no órgão da ONU, com 134 votos para Portugal, 131 para a Áustria e 104 para a Alemanha.

A derrota foi encarada como amarga pelo Gobierno de Olaf Scholz, mas o anúncio foi feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Johann Wadephul. Este atribuiu o resultado às posições de Berlim sobre a Ucrânia e outros assuntos, que não estariam alinhados com parte dos Estados-membros.

Wadephul afirmou que o apoio firme à Ucrânia teve impacto junto de Moscovo, mantendo a posição de responsabilidade alemã em relação a Israel como fator adicional na votação. O chanceler Friedrich Merz reconheceu a derrota, elogiando Portugal e a Áustria.

Internamente, a campanha foi liderada pela Alemanha junto dos 193 membros da Assembleia Geral, com Wadephul a reunir-se com 80 ministros e diplomatas. O resultado é visto como uma derrota política para Merz, que já enfrenta contestação doméstica.

Reações e próximos passos

A oposição apontou responsabilidades ao chanceler pela derrota. A AfD classificou o resultado como derrota embaraçosa, enquanto o SPD destacou o impacto internacional do resultado. Verdes criticaram a estratégia interna do Governo.

Apesar do revés, o Governo garantiu que o trabalho da Alemanha no sistema multilateral permanece firme. Refira-se que o desafio de atrair apoio para a candidatura continuou a ser tema de discussão no país.

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