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UE perde a esperança de proibir serviços marítimos a petroleiros russos

A UE mantém o embargo aos serviços marítimos para petroleiros russos, enquanto o consenso no G7 esmorece e Grécia e Malta bloqueiam uma proibição total

A proibição total dos serviços marítimos está atualmente suspensa.
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  • A União Europeia manteve o embargo aos serviços marítimos para petroleiros russos, mas a proibição total parece improvável devido a pressões internas e externas.
  • A medida, aprovada no final de abril no 20º pacote de sanções, ficou suspensa por tempo indeterminado para tentar chegar a um acordo no seio do G7.
  • Os Estados Unidos avançaram com três derrogações às sanções sobre o petróleo russo devido à turbulência no estreito de Ormuz, e o Reino Unido também gerou perplexidade em Bruxelas.
  • Grécia e Malta opõem-se à proibição total, alertando para perdas económicas e fragmentação do regime de sanções; Bruxelas ainda não garante o apoio de ambos.
  • O foco migra para o teto máximo do preço do petróleo russo, com a próxima revisão prevista para 15 de julho, enquanto a Comissão prepara um novo pacote de sanções económicas.

A União Europeia mantém o embargo aos serviços marítimos para petroleiros russos, mas a possibilidade de uma proibição total parece cada vez menos provável. O fecho do estreito de Ormuz, o silêncio dos aliados do G7 e a oposição de Grécia e Malta dificultam mudanças profundas na política.

Diplomatas em Bruxelas estão pessimistas quanto a uma proibição completa, mesmo após a aprovação do 20.º pacote de sanções, no final de abril. A medida visava banir serviços ligados ao transporte marítimo de petróleo russo, incluindo banca, registo de bandeira e seguros, mas ficou suspensa por tempo indeterminado.

Contexto da decisão

A suspensão foi apresentada como uma forma de sinalizar disponibilidade para negociação no seio do G7, em linha com o teto máximo de preço acordado entre aliados. Contudo, os Estados Unidos têm avançado com três derrogações às sanções, citando a necessidade de responder a perturbações no estreito de Ormuz.

A Comissão Europeia manteve a posição de não aliviar as sanções. O bloco adiou, porém, uma proposta de eliminação progressiva das importações de petróleo russo, prevista há meses.

Factores que pesam no terreno

Líderes do G7 reúnem-se em Evian, França, em meados de junho, com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, esperado para pedir sanções mais duras. Ao mesmo tempo, a turbulência nos mercados de energia e os preços elevados pesam sobre qualquer medida disruptiva.

O emissário da UE para as sanções, David O’Sullivan, disse que o impacto no acesso a energia a preços estáveis é um fator decisivo. A escassez de produtos refinados, como gasóleo e combustíveis de aviação, complica ações mais restritivas neste momento.

Posições nacionais-chave

Grécia e Malta mantêm resistência a uma proibição total sem coordenação dentro do G7. O país helénico alberga uma indústria de transporte marítimo robusta, enquanto Malta detém o maior registo de navios da Europa.

Um porta-voz de Malta advertiu que uma ação unilateral pode abrir brechas no regime de sanções, aumentando o risco de fragmentação do sistema. A coordenação entre parceiros é considerada essencial para manter a eficácia.

Perspetivas futuras

As autoridades continuam a trabalhar num novo pacote de sanções económicas, com apresentação prevista nos próximos dias. Enquanto isso, a atenção volta-se para o teto máximo do preço do petróleo russo, cuja revisão está agendada para 15 de julho.

Diplomatas esperam encontrar uma forma de consolidar o teto sem permitir alívios a Moscovo, mantendo a pressão económica sem comprometer o fornecimento global de energia.

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