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Pashinyan tenta aliviar tensão com Rússia e reafirma soberania antes da votação

Pashinyan procura equilíbrio entre União Europeia e União Económica Eurasiática e afirma soberania a dias de eleições, enquanto Moscovo aumenta sanções e pressões

ARQUIVO: Primeiro-ministro arménio Nikol Pashinyan à chegada à cimeira da Comunidade Política Europeia em Tirana, 16 de maio de 2025
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  • Sondagens apontam para vitória de Pashinyan no domingo e ele afirma procurar uma política externa equilibrada, mas soberana.
  • O primeiro-ministro diz que a Arménia ainda não deve escolher entre a UE e a EAEU, mantendo o foco na continuação da integração com a União Económica Eurasiática.
  • Pashinyan afirma que o futuro do país é uma questão soberana, a decidir por referendo no momento certo.
  • As relações com a Rússia estão em transformação, com laços descritos como abertos e sinceros, enquanto a Arménia trabalha para normalizar relações com a Turquia e o Azerbaijão.
  • Moscovo intensifica a pressão com sanções, incluindo proibição de quase todos os produtos da pesca arménios, restrições a frutas, legumes, vinho e água Jermuk, e ameaça cortar fornecimentos de petróleo e gás; Pashinyan promete indemnizações aos agricultores afetados.

Nikol Pashinyan tenta manter uma linha externa equilibrada na véspera de eleições históricas na Arménia, enquanto Moscovo aumenta a pressão com sanções. O primeiro-ministro afirmou que a Arménia quer uma política externa soberana, sem abandonar os laços com a Rússia, e com o olhar no futuro.

Segundo as sondagens, a vitória de Pashinyan aparece como provável no domingo, mas ele deixou claro que ainda não chegou o momento de escolher entre a UE e a EAEU. O tema continua a dividir aliados e opositores dentro do país.

Pashinyan reiterou que a Arménia continuará a trabalhar dentro da União Económica Eurasiática até que uma escolha entre UE e EAEU se torne inevitável. Acrescentou que o futuro do país deverá ser decidido em referendo, de forma soberana.

O chefe de governo apontou que a adesão à UE é, neste momento, teórica, e sublinhou que um referendo neste cenário não faria sentido, por não haver pedido formal de adesão. Afirmou que a discussão é prematura.

Apesar disso, o líder armenio frisou que as relações com a Rússia passam por uma transformação positiva e que continuam abertas e transparentes. Garantiu que não existem zonas obscuras na parceria com Moscovo.

Ao mesmo tempo, Pashinyan indicou a prioridade de normalizar relações com a Turquia e com o Azerbaijão, dizendo que a estabilidade regional depende dessas ligações. A oposição pró-Rússia critica a evoluçãp, defendendo um alinhamento mais firme com Moscovo.

Mudanças na relação com a UE e a EAEU

Pashinyan afirmou que a Arménia mantém a relação com a EAEU, enquanto aguarda clarificações sobre o posicionamento estratégico do país a longo prazo. O referendo permanece como opção apenas em cenário de evolução concreta.

Medidas e respostas de Moscovo

O Kremlin reforçou pressão econômica, proibindo importações de pescados arménios e restringindo frutas, legumes, vinho, conhaque e água mineral. Putin enviou uma mensagem a Pashinyan, felicitando-o pelo aniversário e reforçando a cooperação tradicional.

O governo armenio anunciou indemnizações aos agricultores afetados por embargos. A medida chega como resposta aos cortes de fornecimentos de petróleo e gás desejados pela Rússia, num contexto de tensão pré-eleitoral.

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