- O presidente Lula criticou a decisão dos Estados Unidos de impor tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras e disse que o Brasil irá procurar novos mercados caso Washington reduza as compras.
- Lula afirmou que tem sorte porque a China reconheceu, nesta terça, que todo o território brasileiro está livre de febre aftosa, facilitando o acesso da carne brasileira ao mercado chinês.
- O líder lembrou que, ao reunir-se com o presidente Donald Trump, há três semanas, ficou acordado um prazo de 30 dias para a negociação do tariffão, mas ainda não houve uma definição após três reuniões.
- Os EUA justificaram as tarifas com base em práticas brasileiras que, segundo Washington, oneram ou restringem o comércio, citando o PIX, desmatamento ilegal, pirataria, falhas na aplicação de leis anticorrupção, proteção de propriedade intelectual e acesso ao mercado de etanol; a tarifa entra em vigor no dia 15 de julho.
- Em Goiás, Lula chamou Flávio Bolsonaro de “imbecil” e “traidor da pátria” e disse que ele pediu a intervenção de um país estrangeiro; também criticou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, classificando-o como anti-América Latina.
O presidente brasileiro, Lula da Silva, criticou a decisão dos Estados Unidos de impor tarifas de 25% sobre produtos do Brasil e afirmou que o país buscará novos mercados se Washington mantiver restrições comerciais. A medida entra em vigor a 15 de julho.
Lula sustenta que o Brasil ainda não recebeu uma resposta concreta às negociações iniciadas com a Administração norte-americana, após três encontros e a promessa de um prazo de 30 dias para avançar nas tratativas.
Em Goiás, o presidente reiterou críticas ao pré-candidato Flávio Bolsonaro, classificando-o como traidor da pátria e insinuando que pediu intervenção de terceiros para prejudicar o Brasil durante o processo eleitoral.
A visita ocorreu no contexto de avanços diplomáticos, num momento em que o Brasil recebeu reconhecimento de que todo o território está livre de febre aftosa, abrindo caminho para o mercado chinês.
Lula também mencionou que a China reconheceu recentemente a situação sanitária brasileira, o que, segundo ele, fortalece as perspectivas para exportações de carne para a china, ajudando a contrapor eventuais impactos das tarifas.
Na avaliação do governo brasileiro, as tarifas foram fundamentadas por alegadas práticas desleais do Brasil, incluindo questões ligadas ao PIX, desmatamento, pirataria e proteção de propriedade intelectual. A decisão foca na relação entre ambos os países.
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