- Os Estados Unidos negoceiam ampliar a presença de armamento nuclear na Europa, avaliando a Polónia e os estados bálticos como possíveis bases para aeronaves de dupla capacidade da NATO.
- As conversas centram-se numa eventual colocação de aeronaves de dupla capacidade, capazes de transportar armamento convencional e nuclear.
- Atualmente, bombardeiros com capacidade nuclear estão estacionados no Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Bélgica e Países Baixos.
- O programa de partilha nuclear da NATO permite que aliados acolham armas nucleares dos EUA e mantenham aeronaves certificadas para as lançar em tempo de guerra; há interesse em alargar o leque de países.
- Estima-se que cerca de cem bombas nucleares B-61 estejam armazenadas em bases na Bélgica, Alemanha, Itália, Países Baixos e Turquia.
Ois Estados Unidos estão a avaliar ampliar a presença de armamento nuclear na Europa, com a possibilidade de bases na Polónia e nos Estados bálticos para aeronaves de dupla capacidade da NATO. A informação é do Financial Times.
O jornal cita três fontes próximas das negociações e indica que o governo norte-americano mostrou abertura para expandir o programa para além dos seis países já envolvidos nos acordos de partilha nuclear da NATO.
As conversas concentram-se na eventual colocação de aeronaves de dupla capacidade, capazes de transportar armamento convencional e nuclear, como parte de uma dissuasão reforçada.
Atualmente, bombardeiros ou aeronaves de ataque com capacidade nuclear operam no Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Bélgica e Países Baixos, no âmbito do programa de partilha.
A NATO descreve o programa como elemento central da dissuasão coletiva, mantendo bases e aeronaves certificadas para lançamento de armas em cenário de guerra.
Estimativas sugerem que perto de 100 bombas nucleares B-61 estão armazenadas nas bases da Bélgica, Alemanha, Itália, Países Baixos e Turquia sob este esquema.
A Casa Branca, o Pentágono e a NATO não responderam de imediato aos comentários solicitados pela Euronews.
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