- Dois cidadãos iranianos foram executados em Teerão durante a última madrugada, acusados de ataque à Mesquita central da cidade durante os protestos de janeiro.
- Trata-se de Mehrdad Mohammadinia e Ashkan Maleki, apontados pela agência oficial Mizan como autores do incêndio na mesquita.
- A Mizan não revelou as datas de detenção nem de julgamento.
- Os protestos de fim de dezembro, inicialmente contra o custo de vida, foram fortemente reprimidos, com milhares de mortos segundo organizações não governamentais.
- Governos e organizações, incluindo Amnistia Internacional, alertam para o aumento das detenções e execuções no Irão desde o ataque conjunto dos EUA e de Israel em 28 de fevereiro, com o Irão entre os países que mais aplica a pena de morte.
Dois cidadãos iranianos foram executados em Teerão durante a última madrugada, alegadamente por ataque a uma mesquita no centro da capital, durante os protestos de janeiro. A informação foi divulgada pela agência de notícias oficial Mizan.
De acordo com a Mizan, Mehrdad Mohammadinia e Ashkan Maleki foram apontados como os principais autores do incêndio na mesquita central. A agência não indicou datas de detenção nem de julgamento.
O comunicado não detalha as datas de detenção nem o processo judicial. No fim de dezembro, as manifestações contra o custo de vida cresceram em várias regiões do país, prolongando-se ao longo de janeiro.
As autoridades iranianas atribuíram os protestos a “terroristas” a soldo dos Estados Unidos e de Israel. Um ataque aéreo conjunto EUA-Israel, em 28 de fevereiro, agravou a tensão no Médio Oriente, com um aumento das detenções e execuções no Irão.
Organizações não governamentais destacam o uso frequente da pena de morte no Irão. Relatórios recentes apontam que, em 2025, pelo menos 1639 pessoas foram executadas, nº recorde desde 1989, segundo Iran Human Rights e ECPM.
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