- Países da União Europeia rejeitaram a ameaça russa a diplomatas em Kiev e convocaram os embaixadores russos como protesto.
- Alemanha, França, Espanha, Polónia e os Países Baixos lideraram as chamadas à embaixada russa, acompanhadas por outros estados como Suécia e Estónia.
- Diplomatas estrangeiros em Kiev devem permanecer em funcionamento; as embaixadas continuam abertas, répétindo a condenação de ações de intimidação.
- França classificou as ações como cinismo e violação do direito internacional; Espanha expressou protesto firme e apoio à autodefesa da Ucrânia.
- Moscovo afirmou que a UE mantém presença diplomática em Kiev, enquanto a Comissão Europeia acusou a Rússia de não buscar a paz; Medvedev acusou a UE de ter diplomatas a mais.
Vários países da União Europeia rejeitaram a ameaça russa dirigida a diplomatas em Kiev, considerando-a uma forma de intimidação. Em resposta, convocaram os embaixadores russos para protestar, mantendo as representações abertas.
A Alemanha, França, Espanha, Polónia, Países Baixos e Suécia anunciaram as convocatórias, numa reação coordenada com a Comissão Europeia e outros estados-membros. A medida surge após um aviso do Kremlin para que diplomatas estrangeiros deixassem Kiev o mais depressa possível.
O objetivo central é manter a atividade das embaixadas e a proteção de funcionários internacionais, mesmo diante de possíveis ataques aéreos. Países alertaram para que a agressão não invalide o direito internacional nem interrompa o funcionamento diplomático.
França condenou as táticas de intimidação de Moscovo, apontando para o impasse militar na Ucrânia. Espanha entregou protesto firme ao embaixador russo em Madrid e reiterou apoio à autodefesa ucraniana.
O governo alemão, o ministro dos Negócios Estrangeiros neerlandês e o homólogo estónio destacaram que ameaçar diplomatas é inaceitável e viola a Carta das Nações Unidas. Em Kiev, as embaixadas permanecem abertas.
Na Polónia, o Ministério dos Negócios Estrangeiros avisou que qualquer ataque contra missões diplomáticas será considerado deliberado. O aviso reforça a coordenação entre Estados-Membros contra a escalada.
Moscovo manteve a sua posição, alegando que a União Europeia tenta manter a presença diplomática em Kiev apesar dos avisos. Medvedev afirmou que a UE poderá ter diplomatas a mais e que é necessário reduzir o quadro.
A tensão intensifica-se num momento em que a UE pondera conversações diretas com a Rússia para encerrar a invasão da Ucrânia, embora a Comissão Europeia tenha dito que a Rússia não demonstra interesse em paz.
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