- Na reunião de gabinete na Casa Branca, Donald Trump afirmou não estar satisfeito com as propostas do Irão e que não há pressa em chegar a um acordo.
- A televisão estatal iraniana divulgou um esboço de memorando de entendimento que incluiria levantar o bloqueio naval ao Irão, restabelecer o tráfego no estreito de Ormuz e retirar as forças norte-americanas do Golfo Pérsico; a Casa Branca chamou a notícia de pura invenção.
- O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica reagiu às ameaças e reiterou que poderia transformar a costa iraniana num cemitério para os agressores, caso haja retaliação.
- Trump disse que os iranianos estão a negociar já sem fôlego e deixou a possibilidade de o acordo depender da assinatura de outros países, incluindo órgãos regionais como Omã, nos Acordos de Abraão.
- O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, indicou algum progresso e interesse nas negociações com o Irão, sinalizando possível avanço nos próximos dias.
O Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na quarta-feira que não está satisfeito com as propostas do Irão para chegar a um acordo. O comentário surge depois de a televisão estatal iraniana divulgar pormenores de um suposto rascunho de acordo. A Casa Branca classificou a notícia como invenção.
Durante uma reunião de gabinete na Casa Branca, Trump disse que não existe pressa para encerrar a guerra no Irão, apesar de ter sinalizado, no fim de semana, que um acordo estaria próximo. O chefe de Estado acrescentou que o Irão está empenhado, mas ainda não chegou a um entendimento satisfatório.
Reação iraniana e desdobramentos
O IRGC reagiu às últimas ameaças de retomar operações militares lançadas por EUA e Israel, afirmando que a costa iraniana poderia tornar-se num cemitério para os agressores. Entre os elementos do suposto memorando, o Irão mencionava o levantamento do bloqueio naval, a abertura do estreito de Ormuz e a retirada de forças norte-americanas do Golfo.
A Casa Branca reiterou que a notícia sobre o rascunho não tem fundamento e que não há acordo fechado no momento. Trump rejeitou hipóteses de que a gestão do estreito por Omã poderia ser partilhada com o Irão ou com outros parceiros regionais.
O presidente sugeriu que qualquer acordo poderá depender de avanços diplomáticos com outros países, incluindo consumar acordos de normalização com Israel, como os Acordos de Abraão. Também indicou que a viabilidade do texto depende de avanços no diálogo com Teerão.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que acompanhava Trump, indicou que houve algum progresso e interesse nas negociações e que se observará o que se desenvolve nas próximas horas.
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