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Canadá suspende emissão de documentos de viagem por surto de ébola

Canadá suspende emissão de documentos de imigração para residentes da RDC, Uganda e Sudão do Sul por surto de ébola, com 90 dias de suspensão e quarentena de 21 dias para entradas recentes

Novo surto de ébola já provocou 65 mortos na RDCongo
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  • O Canadá suspendeu a emissão de documentos de viagem para residentes da República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul, devido ao surto de ébola.
  • A suspensão abrange vistos temporários, autorização de viagem eletrónica e pedidos de residência permanente já aprovados.
  • A medida terá duração de 90 dias, com decisões sobre novos ou existentes pedidos de imigração suspensas durante esse período.
  • Entre 30 de maio e 29 de agosto, será obrigatória uma quarentena de 21 dias para quem chegar ao Canadá após ter estado nestes três países nos 21 dias anteriores, mesmo sem sintomas.
  • A decisão ocorre num contexto de alerta internacional sobre o ébola, com mais de 900 casos suspeitos e cerca de 220 mortes associadas ao surto.

O Canadá suspendeu a emissão de documentos de viagem para residentes da República Democrática do Congo, de Uganda e do Sudão do Sul, devido ao surto de ébola. A medida abrange vistos temporários e pedidos de residência permanente já aprovados.

A Agência de Saúde Pública do Canadá explicou que a suspensão visa reduzir o risco de entrada e propagação do vírus no país. As autoridades suspenderão a emissão de documentos de imigração para cidadãos desses países por 90 dias a partir de hoje.

Durante o mesmo período, a agência também congelou a tomada de decisões sobre pedidos de vistos apresentados por residentes desses países. A decisão vale para quem já possua documentos aprovados.

Medida adicional de quarentena para viajantes

Entre 30 de maio e 29 de agosto, viajantes que cheguem ao Canadá após visita à RDC, Uganda ou Sudão do Sul, nos últimos 21 dias, terão de cumprir quarentena de 21 dias, mesmo sem sintomas.

O Canadá justifica a decisão pela gravidade do surto e por factos internacionais, incluindo a proximidade de eventos globais. A OMS já indicou que o surto pode piorar antes de melhorar.

A OMS declarou Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional, o segundo nível mais alto, sem classificar como pandemia. O surto registra mais de 900 casos suspeitos e cerca de 220 mortes.

Geralmente, o objetivo é conter a propagação para evitar impactos em viagens internacionais e eventos globais programados nos próximos meses. Autoridades reiteram cautela contínua conforme evoluem os dados epidemiológicos.

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