- A Polónia e o Reino Unido vão assinar na quarta-feira, em Londres, um tratado de cooperação em segurança e defesa, que inclui troca de informações de inteligência e combate a ameaças híbridas.
- O pacto prevê ainda cooperação em segurança sanitária e cibersegurança, bem como disposições para exercícios conjuntos entre ambos os países.
- A assinatura ficará a cargo do primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, e do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, sucedendo ao acordo já assinado com a França em Nancy.
- A Polónia, fronteira com a Rússia, Bielorrússia e Ucrânia, afirma a importância de tratados com aliados ocidentais e cita acordos com os Estados Unidos e uma parceria em preparação com a Alemanha.
- O país investe fortemente em defesa (mais de quatro por cento do PIB) e recebeu cerca de 44 mil milhões de euros de empréstimo da Comissão Europeia para modernizar as suas forças armadas e a indústria de armamento; atua, também, como intermediário para reaproximar o Reino Unido da União Europeia.
A Polónia e o Reino Unido assinarão na quarta-feira, em Londres, um tratado de segurança e defesa que inclui troca de informações de inteligência e cooperação na luta contra ameaças híbridas. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro polaco.
O acordo será assinado pelos chefes de Governo de ambos os países, Donald Tusk e Keir Starmer, e prevê também cooperação em áreas como segurança sanitária e cibersegurança. O texto foi confirmado pelo Governo de Varsóvia.
A Polónia, membro da UE e da NATO, tem fronteiras com a Rússia, Bielorrússia e Ucrânia, o que eleva a relevância de acordos com parceiros como o Reino Unido e a França, indicou Tusk.
Cooperação em segurança e defesa
O tratado contempla exercícios conjuntos entre as Forças Armadas e a partilha de informações relevantes para a defesa mútua, segundo o Governo polaco. A intenção é reforçar a resiliência face a riscos regionais.
A notícia surge após acordo semelhante entre Polónia e França assinado em Nancy, e no contexto de um conjunto de parcerias estratégicas que inclui um futuro acordo com a Alemanha, acrescentou Tusk.
A Polónia investe forte na defesa, canalizando mais de 4,8% do PIB este ano, o que a torna um dos principais contribuidores na fronteira leste da NATO.
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