- Timothy Garton Ash foi distinguido com o Prémio Princesa das Astúrias de Ciências Sociais 2026, anunciado pelo júri na terça-feira.
- O historiador, jornalista e ensaísta britânico é reconhecido como um dos maiores analistas da História recente, com foco na transformação europeia do século XX e início do XXI.
- Nasceu em Londres em 1955, é professor de Estudos Europeus na Universidade de Oxford e integra, entre outros cargos, a Hoover Institution, em Stanford.
- O livro The Polish Revolution: Solidarity (1983) é considerado uma das obras-chave sobre a oposição polaca ao regime comunista e o papel do sindicato Solidariedade.
- A nomeação foi apresentada por Rosa Navarro Durán, com o júri presidido por Emilio de Champourcin.
Timothy Garton Ash, historiador, jornalista e ensaísta britânico, foi distinguido com o Prémio Princesa das Astúrias de Ciências Sociais 2026. O júri revelou a decisão nesta terça-feira, destacando-o como um dos analistas mais perspicazes da História recente.
O galardão reconhece a sua visão multidisciplinar que combina História, ciência política e jornalismo. O júri sublinha o papel de Ash na transformação da Europa na segunda metade do século XX e início do XXI, com foco nos países da Europa Central e Oriental.
Timothy Garton Ash nasceu em Londres em 1955 e é professor de Estudos Europeus desde 2004. Licenciou-se em História Moderna em Oxford e manteve vínculos académicos com a universidade ao longo da carreira.
A obra e o trabalho de Ash abrangem resistência, direitos humanos e liberdade de expressão. O autor colaborou com revistas e jornais de renome, incluindo New York Review of Books, The Spectator, The Independent, The Times, El País e The Guardian.
Entre as obras mais influentes está The Polish Revolution: Solidarity (1983), que analisou o papel do sindicato Solidariedade na Polónia. Em Portugal destaca-se Pátrias — uma história pessoal da Europa (2023) e outros títulos sobre liberdade de expressão e História do Presente.
A candidatura ao Prémio Princesa das Astúrias de Ciências Sociais é apresentada por terceiros. Neste caso, foi submetida pela professora emérita Rosa Navarro Durán, da Universidade de Barcelona.
O júri foi presidido por Emilio de Champourcin e integrou nomes como Marta Elvira Rojo, Jorge Freire Gutiérrez, Teresa Freixes Sanjuán, entre outros.
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