- Meloni criticou a União Europeia na assembleia da Confindustria, dizendo que é um gigante burocrático que sufoca o crescimento pelas regras excessivas e pela abordagem ideológica.
- A primeira-ministra elogiou a indústria italiana, destacando que Itália é “pátria do belo” graças às empresas e aos trabalhadores, na presença do Presidente da República, Sergio Mattarella, e do presidente do Senado, Ignazio La Russa.
- Defendeu menos burocracia e processos administrativos mais rápidos para relançar o investimento e o crescimento, afirmando que, se a regra é a liberdade, o que não é proibido deve ser permitido sem entraves.
- Criticou o sistema ETS (Emissions Trading System) de licenças de CO₂, defendendo a sua suspensão, e avisou que, sem esforço conjunto, Itália pode perder 15% do PIB e milhões de empregos.
- Anunciou o relançamento do nuclear civil com reatores modulares, com decretos de aplicação até ao verão, e reforçou o compromisso com a defesa, dizendo que é essencial defender interesses nacionais.
Giorgia Meloni criticou a atual União Europeia na assembleia da Confindustria, em Roma, no Centro de Congressos La Nuvola, na manhã de 26 de maio. A chefe do Governo italiano apontou para uma mudança na abordagem para evitar frear o crescimento económico, destacando excesso de regras e uma orientação ideológica.
Na intervenção, MeloniFirmou que a UE é hoje um gigante burocrático que, muitas vezes, sacrificou competitividade e desenvolvimento. A primeira-ministra enfatizou a necessidade de simplificar procedimentos e tornar a administração mais célere, para estimular investimento e oportunidades de crescimento. Reiterou que menos regras, bem aplicadas, podem favorecer a iniciativa económica.
Elogios à Confindustria e contexto institucional
A líder do Fratelli d’Italia elogiou a Confindustria e o papel da indústria italiana, presentes na plateia, incluindo o Presidente da República, Sergio Mattarella, e o Presidente do Senado, Ignazio La Russa. Sublinhou o contributo económico, histórico e cultural das empresas e do trabalho nacional para a reputação do país.
Propostas e críticas a políticas europeias
Meloni criticou a regulamentação europeia, dizendo que a Europa tem sido mais robusta na criação de regras do que na defesa de uma voz competitiva no cenário global. Defendeu que a política deve orientar as normas, sem que estas ultrapassem o papel decisor da governação, para evitar entraves à iniciativa privada.
Medidas económicas e ambiente regulatório
A primeira-ministra defendeu uma cartilha de agir com menos burocracia e com foco em resultados, visando relançar o investimento e viabilizar maior crescimento. Em relação ao sistema de licenças de emissão de CO2 (ETS), classificou-o como excessivo e pediu uma suspensão, alinhando-se com a posição de Emanuele Orsini, presidente da Confindustria, que também apontou dificuldades temporais na reforma do mecanismo.
Fiscalidade, investimento e indústria
O presidente da Confindustria advertiu que, sem esforço conjunto entre Itália e União Europeia, a indústria pode sofrer impactos significativos, com estimativas de redução do PIB e criação de empregos. Propôs trabalhar com o governo e as partes sociais para identificar medidas de investimento de até 20 mil milhões de euros, destinados a crescimento, saúde e educação, sem aumentar a dívida pública.
Nuclear civil e defesa nacional
Meloni anunciou a abertura de um “estaleiro comum” para reformar a burocracia italiana e confirmou a intenção de relançar o nuclear civil com reatores modulares. Garantiu que, até ao verão, serão aprovados decretos necessários para enquadrar politicamente a medida. Sobre defesa, afirmou manter a linha atual, destacando a necessidade de proteger a soberania nacional.
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