- O Irão afirmou que não há, ainda, um acordo próximo com os EUA para terminar a guerra na região do Golfo, apontando divergências profundas e amplas.
- Chegou a Teerão uma delegação paquistanesa liderada pelo chefe do Exército, Asir Munir, para facilitar o diálogo, e confirmou-se também a presença de uma delegação do Qatar.
- O Irão diz que está a considerar uma nova proposta dos Estados Unidos, com várias trocas de mensagens nos dias recentes.
- Entre as exigências do Irão estão o fim do conflito em todas as frentes, a suspensão de sanções, a libertação de bens iranianos congelados, indemnizações por danos de guerra e o reconhecimento da soberania sobre o estreito de Ormuz.
- O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, indicou “ligeiros progressos” nas negociações, mas rejeitou a ideia de cobrar portagens no estreito de Ormuz; o interlocutor oficial continua a ser o Paquistão.
O Irão afastou a ideia de que “um acordo esteja próximo” com os EUA para encerrar a guerra na região do Golfo. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros afirmou à televisão estatal que as divergências com Washington são profundas e amplas, dificultando um acordo em semanas de negociações.
O anúncio surge após a chegada a Teerão do chefe do Exército paquistanês, Asir Munir, mediador do diálogo entre as partes, acompanhado de uma delegação do Qatar. Ambos chegam num momento de intensificação das tentativas diplomáticas para reduzir o conflito.
As negociações envolvem ainda o Paquistão, que entregou recentemente uma proposta aos EUA. Donald Trump classificou o último documento iraniano como “totalmente inaceitável”, reportaram meios iranianos.
Segundo Esmaeil Baghaei, porta-voz da diplomacia iraniana, o Irão está a considerar uma nova proposta norte-americana, com várias “trocas de mensagens” nos últimos dias. Persistem pedidos iranianos para suspender sanções e reconhecer soberania sobre o estreito de Ormuz.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros também confirmou a presença de Mohsin Naqvi, ministro do Interior paquistanês, em Teerão desde quarta-feira. O objetivo é aproximar posições entre Teerão e Washington, por meio de interlocutores regionais.
Oficiais iranianos indicam que Teerão quer uma solução que inclua fim de conflitos em várias frentes, liberação de bens congelados e compensações por danos de guerra. As autoridades destacam que as divergências centrais se mantêm.
Estas movimentações diplomáticas ocorrem num contexto de esforços coordenados por Paquistão e Qatar para desbloquear o processo de negociações. Washington mantém o foco em garantias de segurança regional e cessar-fogo abrangente.
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