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Milhares apoiam Raúl Castro em manifestação em Havana

Milhares em Havana apoiam Raúl Castro e contestam a acusação dos EUA, com Díaz-Canel presente e críticas à política de Washington

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  • Milhares de pessoas, incluindo o presidente cubano Miguel Díaz-Canel, manifestaram-se em frente à embaixada dos Estados Unidos, em Havana, para apoiar Raúl Castro.
  • Raúl Castro, com noventa e quatro anos, foi indiciado pelos Estados Unidos pelo assassinato de quatro cidadãos norte-americanos em 1996, num incidente que envolveu o abatimento de dois aviões comerciais perto de Cuba.
  • O protesto decorreu numa praça designada como plataforma anti-imperialista, com Raúl Castro ausente; Díaz-Canel e outros membros do governo estiveram na primeira fila.
  • Entre os presentes estavam filhos de Raúl Castro, a congressista Mariela Castro e o neto Raúl Guillermo Rodríguez Castro; o discurso contou com palavras de Gerardo Hernández.
  • Os manifestantes insinuaram que denunciaram uma ofensiva contra a pátria e a revolução, citando o alegado ataque belicista do Governo Trump e repetindo a mensagem: “Trump, não te armes em parvo, lembra-te de Girón!”.

Milhares de cubanos, incluindo o presidente Miguel Díaz-Canel, participaram numa manifestação em frente à embaixada dos Estados Unidos, em Havana, para apoiar Raúl Castro e contestar a acusação de justiça norte-americana. O ato ocorreu na sexta-feira, em plena praça junto à fronteira com o recinto diplomático.

A multidão reuniu-se na chamada plataforma anti-imperialista, num protesto que contou com a presença de militares, polícias, funcionários públicos e trabalhadores de empresas estatais, segundo a agência France-Presse (AFP).

Díaz-Canel participou em termos de presença institucional, acompanhado por membros do Governo em farda, mas Raúl Castro permaneceu ausente do local. No entanto, o entorno foi marcado pela exaltação do narrativo estatal de defesa da revolução frente a acusações de Washington.

Gerardo Hernández, ex-espião libertado em 2015, esteve no palanque com uma mensagem de apoio a Raúl Castro, conforme a AFP, enfatizando a liderança contínua do antigo presidente cubano. A manifestação teve uma mensagem de solidariedade ao líder histórico.

Entre os presentes estavam também os quatro filhos de Raúl Castro, incluindo a congressista Mariela Castro, e Alejandro Castro, figura envolvida nas negociações que restabeleceram relações diplomáticas com os EUA em 2015. Os netos de Raúl também marcaram presença.

Os manifestantes dirigiram críticas ao governo de Donald Trump, evocando o episódio da Baía dos Porcos para sublinhar críticas à política externa norte-americana. Aάζ impressão geral foi de apoio à posição oficial cubana diante das ações judiciais contra Raúl Castro.

Para moradores locais, a mobilização reforça a narrativa de defesa da pátria e da revolução frente a o que classificam como agressões externas. Os organizadores não informaram números oficiais ao encerrar o ato, que durou parte da tarde.

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