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Pequim vê declarações de Rubio sobre Tiananmen como difamação

Pequim acusa Rubio de difamação por homenagear Tiananmen; EUA defendem liberdade de expressão, enquanto China mantém o massacre em silêncio

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  • O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, homenageou as vítimas de Tiananmen e disse que nenhuma censura pode apagar o passado.
  • A China acusou Rubio de difamação, afirmando que as declarações distorcem factos e atacam o sistema político.
  • O massacre de Tiananmen ocorreu a 4 de junho de 1989, quando o Exército dispersou manifestantes na Praça Tiananmen, em Pequim.
  • O número de mortos não é conhecido com precisão; o Governo fala em 200 a 300, enquanto outras estimativas vão até mais de 2.000.
  • Em Hong Kong, Pequim tem eliminado gradualmente as cerimónias públicas de recuerdo desde 2020, incluindo vigílias com velas.

A China classificou hoje as declarações do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, como difamatárias, após este ter homenageado as vítimas da repressão na Praça Tiananmen e ter condenado a censura do regime chinês. Rubio afirmou que nenhuma censura pode apagar o passado.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Mao Ning, reagiu afirmando que as palavras do ministro distorcem factos históricos e visam difamar o sistema político e o desenvolvimento da China. O governo pediu o fim das manobras de confrontação ideológica.

Rubio referiu que “aqueles que se sacrificaram para defender os seus direitos” irão ver a sua causa vitoriosa, segundo um comunicado divulgado na quarta-feira. O texto critica a censura chinesa e a repressão de 1989.

Reação diplomática e declarações

A 中国 não fez uma declaração adicional fora do briefing regular, mas reiterou que a China não admite interferência nos assuntos internos. Fontes oficiais sublinham a necessidade de respeitar a ordem constitucional e a soberania.

Contexto histórico e Hong Kong

O massacre de Tiananmen, ocorrido a 4 de junho de 1989, foi seguido pela repressão de manifestantes na capital chinesa. O número de mortos continua incerto, com estimativas entre 200 e mais de 2.000.

Em Hong Kong, as cerimónias públicas de recordação tornaram-se mais restritas desde 2020, com a entrada em vigor da lei de segurança nacional. A vigília anual à luz de velas foi progressivamente limitada.

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