- Os EUA suspenderam o negócio de venda de armamento a Taiwan, no valor de 14 mil milhões de dólares, para poupar munições para a operação contra o Irão.
- A suspensão foi revelada na audição no Senado do secretário interino da Marinha, Hung Cao, que explicou tratar‑se de uma pausa, não de um cancelamento, e que as vendas podem retomar no futuro.
- O pacote, aprovado pelo Congresso em janeiro, ainda precisa da ratificação do Presidente Donald Trump para ficar válido.
- A decisão surge pouco depois da visita de Trump à China, durante a qual Xi Jinping avisou sobre efeitos na relação entre as duas potências e a possibilidade de uma colisão com Taiwan.
- O Governo de Taiwan disse não ter recebido qualquer notificação sobre a suspensão; o acordo prevê sistemas de defesa aérea e mísseis terra‑ar.
Os EUA suspenderam o negócio de venda de armamento no valor de 14 mil milhões de dólares a Taiwan, alegadamente para poupar munições para uma operação contra o Irão. A decisão foi revelada numa audição no Senado, com o secretário interino da Marinha, Hung Cao, a confirmar que se trata de uma pausa, não de um cancelamento.
O acordo, aprovado pelo Congresso em Janeiro, ainda não recebeu a aprovação final do Presidente Donald Trump. O pacote inclui sistemas de defesa aérea e mísseis terra-ar, segundo a Reuters. A suspensão ocorre numa altura de tensão entre Washington, Pequim e Taipei.
A Casa Branca mantém a posição de fornecer armamento a Taiwan por lei, para garantir a autodefesa, mesmo com a suspensão temporária. Trump tem vindo a questionar a aprovação, sugerindo potencial negociação com a China para desbloquear ou ajustar o pacote.
Contexto político e diplomático
A China tem reiterado a sua oposição ao envio de armamento a Taiwan e tem vinculado o estatuto da ilha à relação com os EUA. Pequim advoga pela reunificação e não exclui o uso da força para impedir a independência de Taipei.
Entre os detalhes do pacote, consta a venda de sistemas de defesa aérea e de mísseis terra-ar. A administração americana mantém a política de ambiguidade estratégica em relação a Taiwan, sem reconhecer formalmente a soberania da ilha.
Até ao momento, não houve confirmação oficial de uma notificação a Taipei sobre a suspensão. O tema ganhou destaque após visitas de alto nível entre EUA, China e Taiwan, e ao percurso político que envolve a relação com Pequim.
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